O Observatório doCongresso Internacionalde Design da Informação
O CIDI, Congresso Internacional de Design da Informação, publica trabalhos desde
2003. Essa produção aparece pouco nas grandes bases que registram e contam a produção
científica. Por isso, a história do campo fica guardada principalmente na memória de quem participou: os
temas estudados, quem escreve, de onde escreve e quem cita quem. Esta página reúne esses quatro aspectos, e
cada painel leva à seção que trata dele em detalhe. Os motivos do projeto estão em
Sobre o projeto.
A base reúne 1.837 trabalhos publicados em
12 edições, de 2003 a 2025. Eles foram assinados por
2.404 pesquisadores de
159 instituições. Os autores usaram
3.095 palavras-chave diferentes e fizeram
24.710 referências a outras obras.
Todos os gráficos são interativos. Clique emToque em uma barra, um ponto, uma
faixa, uma célula ou uma palavra para ver, em Catálogo,
a lista dos trabalhos que correspondem a esse item. Para combinar duas características dos
trabalhos, como edição e tema, use Cruzamentos.
Quanto se publica
O número de trabalhos sobe e desce de uma edição para outra. A última edição teve
200% mais trabalhos do que a primeira. Os detalhes de cada
edição estão em Edições.
ler a análise
O número de trabalhos não cresce de forma contínua. A edição com mais trabalhos foi a de
2019, com 274, quase o dobro da edição seguinte. Nas outras
edições, o número ficou entre 61 e
186 trabalhos.
Isso indica um congresso de tamanho estável. O número de trabalhos aceitos depende da procura e
também do espaço que cada edição oferece. A diferença entre a primeira e a última
edição compara apenas esses dois anos, e as edições do meio sobem e descem sem tendência. A extensão média
de cada trabalho, por outro lado, sobe em todas as edições desde 2011, como mostra a seção Edições.
ver os dados
Edição
Local
Trabalhos
Autorias
Pesquisadores
1º CIDI 2003
Recife
61
106
92
2º CIDI 2005
São Paulo
97
173
149
3º CIDI 2007
Curitiba
116
244
181
4º CIDI 2009
Rio de Janeiro
93
204
174
5º CIDI 2011
Florianópolis
186
413
310
6º CIDI 2013
Recife
186
433
332
7º CIDI 2015
Brasília
170
418
321
8º CIDI 2017
Natal
153
385
306
9º CIDI 2019
Belo Horizonte
274
714
518
10º CIDI 2021
Curitiba
157
434
330
11º CIDI 2023
Caruaru
161
432
340
12º CIDI 2025
São Paulo
183
508
414
Onde se publica
O gráfico conta autorias, e não trabalhos: um trabalho com autores de duas regiões conta uma vez em
cada região. O mapa por estado e o aumento de participação da região que sedia cada edição estão em
Território.
ler a análise
Três regiões reúnem 90%
das autorias: Nordeste, Sudeste e Sul. Só a
primeira delas tem 33%.
Essa distribuição acompanha, em parte, onde estão os programas de pós-graduação em design. Segundo a
Cartografia da Pesquisa em Design no Brasil, em 2024 o país tinha 27 programas em
funcionamento: 9 no Sul, 9 no Sudeste, 6 no Nordeste, 2 no Norte e 1 no Centro-Oeste. Norte e
Centro-Oeste, com 3 programas, somam 7% das autorias, menos do que cada uma das três primeiras
regiões. O Nordeste tem uma parte das autorias maior do que a sua parte dos programas. Em Território, essa
diferença aparece ao lado da sede de cada edição, porque a região que recebe o congresso tem mais
participação naquele ano.
ver os dados
Região
Autorias
Proporção
Nordeste
945
33%
Sudeste
910
32%
Sul
719
25%
Centro-Oeste
177
6%
exterior
88
3%
Norte
11
0%
Quem publica
O gráfico mostra quantos trabalhos cada pessoa assinou. Quem escreve com quem está em
Autoria e em Colaboração.
ler a análise
A maioria publica pouco, e poucos publicam muito. Dos 2.404 pesquisadores,
73% assinaram um único trabalho no período. No outro extremo,
Solange Galvão Coutinho assinou 67 trabalhos e esteve em
12 edições.
Esse formato é comum em áreas de pesquisa: um grupo pequeno publica sempre, e um grupo grande publica
uma vez. A seção Colaboração mostra que os dois grupos se ligam. Quem publica sempre é também quem mais
escreve com pessoas diferentes, e por isso mantém a rede de coautoria conectada.
ver os dados
Trabalhos assinados
Pesquisadores
1
1.751
2
341
3
114
4
59
5
46
6
10
7
24
8
10
9
7
10
4
11
5
12
3
13
2
14
4
15
1
16
2
17
2
19
2
20
2
21
3
25
1
26
2
27
2
30
2
32
1
33
2
60
1
67
1
Sobre o que se publica
Os eixos são os temas que a organização de cada edição definiu para receber os trabalhos, e os nomes
mudaram ao longo do tempo. Em Temas emergentes, os eixos são comparados com
grupos de assuntos calculados a partir do texto dos trabalhos. As palavras-chave escolhidas pelos autores
estão em Descritores.
ler a análise
O eixo com mais trabalhos é Comunicação e mídias, com
453, ou 25% do total. Os quatro primeiros eixos reúnem
81%.
A lista de eixos mudou ao longo das edições. Alguns eixos existiram em poucas edições, e outros
mudaram de nome sem mudar de assunto. Por isso, o número de trabalhos de cada eixo depende tanto do
interesse dos pesquisadores quanto das escolhas da organização em cada chamada. Os Temas emergentes,
calculados a partir do texto, servem para conferir essa leitura.
ver os dados
Eixo
Trabalhos
Proporção
Comunicação e mídias
453
25%
História e memória gráfica
376
20%
Educação
372
20%
Tecnologia
287
16%
Sociedade
190
10%
Saúde
36
2%
Visualização da informação
35
2%
Em que o campo se apoia
Os nomes saem das listas de referências dos trabalhos, por sobrenome e iniciais. Um programa separa
cada nome, e pode errar em alguns casos. A lista completa, os anos das obras citadas e quanto o campo cita
a si mesmo estão em Referências.
ler a análise
O autor mais citado é TWYMAN, M, com 157
citações em 115 trabalhos. A lista reúne autores estrangeiros clássicos e autores
brasileiros que publicam no próprio congresso. Esse segundo grupo leva ao assunto do próximo painel: o
campo cita muito a si mesmo, mas quase não é citado por quem está fora dele.
Os autores são identificados por sobrenome e iniciais, e não pelo nome completo. Usar só o sobrenome
não funcionaria no Brasil: pessoas diferentes seriam somadas num nome só, e SILVA, LIMA, OLIVEIRA, SANTOS
e SOUZA apareceriam entre os mais citados. Com as iniciais, o SILVA mais citado tem 24 citações. Ainda
assim, duas pessoas com o mesmo sobrenome e a mesma inicial continuam somadas, e um mesmo autor escrito de
duas formas continua separado.
ver os dados
Autor citado
Citações
Trabalhos que citam
TWYMAN, M
157
115
FARIAS, P
157
113
BONSIEPE, G
142
121
NIELSEN, J
140
109
LUPTON, E
137
117
CARDOSO, R
133
113
SANTAELLA, L
112
90
NORMAN, D
106
92
SPINILLO, C
106
66
FRASCARA, J
104
91
MORAES, A
92
77
PETTERSSON, R
85
64
COUTINHO, S
62
49
HORN, R
61
60
PREECE, J
59
57
FLUSSER, V
58
52
ARAGÃO, I
58
36
DONDIS, D
57
57
BARTHES, R
54
46
BRINGHURST, R
54
54
MIJKSENAAR, P
52
52
PADOVANI, S
51
41
LÉVY, P
49
37
ARNHEIM, R
47
45
CAIRO, A
46
35
O campo é pouco citado
Os trabalhos do CIDI recebem poucas citações. Os cinco painéis acima mostram o que o campo produz.
Este mostra quanto essa produção é citada.
ler a análise
Só 20% dos trabalhos receberam pelo menos uma citação. Os
outros 80% não receberam nenhuma. No total, os trabalhos receberam
502 citações. A conta vale para 1.284 dos 1.837
trabalhos, porque as citações só podem ser contadas quando o trabalho está registrado nas bases. As
cinco edições de 2003 a 2011 não têm DOI, o código que identifica uma publicação na internet, e por
isso ficam fora dessa conta.
Os anais do CIDI não estão nas bases de maior alcance, que são as usadas para contar o reconhecimento
acadêmico. Por isso, parte das citações que os trabalhos recebem pode ficar sem registro, e o número real
pode ser maior do que o mostrado aqui.