IAUm modelo de IA (Claude), e não uma pessoa, leu cada trabalho dos dois acervos e o classificou nas mesmas categorias, com critérios que não são idênticos. Os pesquisadores responsáveis decidiram o que classificar. O modelo escreveu os critérios e os aplicou. Isto significa que podem existir erros em alguns casos. O modo como a conferência foi feita está descrito em Procedimentos.
A pesquisa brasileira em design da informação é publicada principalmente em dois
lugares: no congresso CIDI e na revista InfoDesign. Os dois pertencem à Sociedade
Brasileira de Design da Informação (SBDI). Esta plataforma estuda o CIDI. Outra plataforma, organizada com as
mesmas categorias, estuda a InfoDesign. Esta seção compara os dois acervos a partir das mesmas perguntas
das outras seções: quem publica, sobre quais assuntos, quais referências cita e o que a pesquisa faz. Grande
parte das diferenças vem do tipo de publicação. O congresso recebe pesquisas em andamento, e a revista recebe
pesquisas concluídas. Por isso, a comparação não indica que um seja melhor do que o outro.
Quem publica
Tamanho dos dois acervos
Os dados do CIDI vão de 2003 a 2025. Os da InfoDesign vão de 2004 a 2026.
CIDI
InfoDesign
Trabalhos
1.837
437
Pesquisadores
2.404
702
Autorias
4.464
1.022
Instituições
159
109
Autores por trabalho
2,43
2,34
ler a análise
O congresso publicou 4,2 vezes o
número de trabalhos da revista. Os dados do congresso cobrem 22 anos, e os da
revista, 22. Isso não mede importância. Um congresso que acontece a cada
dois anos, com centenas de apresentações, e uma revista com três números por ano têm tamanhos diferentes pela
própria forma de publicar.
Entre as contagens, a diferença entre os dois acervos é menor na linha das instituições: 159 no
CIDI e 109 na revista. O congresso tem 4,2 vezes os
trabalhos da revista, mas 1,5 vezes as instituições.
ver os dados
Medida
CIDI
InfoDesign
Trabalhos
1.837
437
Pesquisadores
2.404
702
Autorias
4.464
1.022
Instituições
159
109
Autores por trabalho
2,43
2,34
Quem mais publica em cada acervo
À esquerda, as 25 pessoas que mais assinam trabalhos no congresso. À direita, as 25 que mais assinam na revista. Uma linha liga o mesmo nome nas duas colunas. A inclinação da linha mostra em qual dos dois a pessoa está em posição mais alta.
Entre as 59 pessoas com mais trabalhos publicados na revista, 55 também publicaram no CIDI.
Entre os que mais publicam na revista e não publicaram no CIDI
Vanessa Casarin 8
Helena Barbosa 3
Isabela Guesser Schmitt 3
Luis Carlos Paschoarelli 3
ler a análise
14 nomes estão entre os que mais
publicam nos dois acervos. Solange Galvão Coutinho e Carla Galvão Spinillo ocupam
as duas primeiras posições do congresso, com 67 e 60 trabalhos, e
assinam 17 cada uma
na revista.
Stephania Padovani ocupa a primeira posição da revista, com 25
trabalhos, e aparece em 4º lugar no
congresso. É a menor distância entre as duas listas.
O gráfico compara a posição de cada nome nas duas colunas. A linha que sobe da esquerda para a direita
indica uma pessoa em posição mais alta na revista e aparece na cor da revista. A linha que desce indica o
contrário. Nenhum dos nomes mais frequentes assina mais trabalhos na revista do que no congresso. A explicação
está no tamanho dos dois acervos: o congresso publicou 4,2 vezes o número
de trabalhos da revista.
Um nome fica sem linha quando não chega ao topo da outra lista. Assim,
4 nomes do congresso assinam na revista abaixo da
25ª posição, e 10 nomes da revista assinam no congresso
abaixo da mesma posição. Outros 7 nomes do congresso aparecem em cinza, porque não
estão na lista publicada da revista.
Essa lista traz as 59 pessoas que mais assinam na revista, e a comparação se
limita a ela. Foram encontradas 55 pessoas nos dois acervos. O número real pode ser
maior, porque quem publica pouco nos dois lugares não aparece na lista publicada.
Há ainda um cuidado. Os dois acervos abreviam os nomes de formas diferentes. Por isso, a correspondência
usa o sobrenome e a inicial do primeiro nome, para reunir "Coutinho, Solange" e "Coutinho, Solange
G." na mesma pessoa. Duas pessoas com o mesmo sobrenome e a mesma inicial são contadas como uma só. Uma pessoa
que mudou de nome é contada como duas.
ver os dados
Pesquisador
CIDI
InfoDesign
Solange Galvão Coutinho
67
17
Carla Galvão Spinillo
60
17
Stephania Padovani
33
25
Berenice dos Santos Gonçalves
33
10
Priscila Lena Farias
30
7
Hans da Nóbrega Waechter
30
7
Isabella Ribeiro Aragão
32
4
Tiago Barros Pontes e Silva
28
5
Juliana Bueno
26
7
Letícia Pedruzzi Fonseca
27
4
Edna L. Oliveira Cunha Lima
25
5
Eva Rolim Miranda
21
9
Virgínia Tiradentes Souto
21
9
Vânia Ribas Ulbricht
20
10
Kelli Cristine Assis Silva Smythe
17
10
Doris Clara Kosminsky
21
4
Gabriela Araujo Ferraz Oliveira
20
3
Guilherme Silva da Cunha Lima
19
3
Luciane Maria Fadel
13
6
Renata Amorim Cadena
14
3
Tamanho das equipes
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo, pelo número de pessoas que assinam.
1 autor18,2%26,1%
2 autores46,1%40,3%
3 autores20,2%18,5%
4 autores8,9%7,6%
cinco ou mais6,6%7,6%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
As duas distribuições têm a mesma forma: o mais comum são trabalhos com dois
autores. O congresso tem um pouco mais de equipes grandes, e a revista tem mais trabalhos individuais.
Na revista, 26,1% dos trabalhos têm um único autor, contra 18,2% no congresso.
O painel de posição na assinatura mostra que a última posição da lista de autores costuma ser ocupada por
doutores. Junto com esse dado, isso pode indicar que as equipes do congresso são, em geral, de orientação, com o
orientador e os seus orientandos. A revista recebe mais textos de uma única pessoa, o que pode corresponder a
quem escreve depois de terminar a orientação.
ver os dados
Autores
CIDI
InfoDesign
1
18,2%
26,1%
2
46,1%
40,3%
3
20,2%
18,5%
4
8,9%
7,6%
5+
6,6%
7,6%
De onde vêm os autores
Porcentagem das autorias brasileiras de cada acervo, por região. Cada autoria é a assinatura de uma pessoa em um trabalho.
Sudeste32,9%26,9%
Sul26%48,3%
Nordeste34,2%18,9%
Centro-Oeste6,4%4,8%
Norte0,4%1,2%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
A distribuição por região é onde os dois acervos mais se diferenciam. No
congresso, 32,9% das autorias são do Sudeste e 34,2% do
Nordeste. Na revista, 48,3% são do Sul.
Uma explicação provável está na mudança de sede. O congresso muda de cidade a cada edição, e a região que
recebe o evento tem mais participação naquele ano. Ao longo de 7 edições, isso pode distribuir as
autorias entre as regiões. A revista não muda de sede. Por isso, ela mostra a distribuição dos programas de pós-graduação que
publicam nela, sem o efeito do local do encontro.
ver os dados
Região
CIDI
InfoDesign
Sudeste
32,9%
26,9%
Sul
26%
48,3%
Nordeste
34,2%
18,9%
Centro-Oeste
6,4%
4,8%
Norte
0,4%
1,2%
Sobre quais assuntos
As palavras-chave dos dois acervos
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo que usam a palavra-chave. São as mais frequentes entre as 178 palavras-chave que aparecem nos dois acervos.
design da informação13,8%12,4%
design13,6%10,1%
tipografia7,1%3,4%
information design0,3%10,1%
design gráfico4%2,7%
memória gráfica4,8%1,4%
visualização de dados1,9%3,9%
typography0,2%5%
educação3,9%1,4%
acessibilidade1,7%3,2%
infografia2%2,5%
usabilidade2,1%2,1%
informação3,3%0,9%
metodologia2,2%1,8%
CIDI
InfoDesign
Cada ponto é uma palavra-chave. Um ponto sobre a linha tem a mesma proporção nos dois acervos. Quanto mais longe da linha, maior a diferença, a favor do acervo para cujo eixo o ponto se afasta.
ler a análise
As palavras-chave mostram como o campo dá nome aos seus assuntos, e aqui elas são
quase as mesmas nos dois lugares. Design da informação é a primeira das duas listas. As
barras são porcentagens dos trabalhos de cada acervo e, por isso, a diferença de tamanho entre os acervos não
muda a altura delas.
As diferenças aparecem nas palavras-chave do meio da lista e indicam especialidades. Quando uma
palavra-chave é frequente em um acervo e não no outro, pode haver um grupo de pesquisadores que escolheu um
dos dois lugares para publicar sobre aquele assunto.
ver os dados
Palavra-chave
CIDI
InfoDesign
design da informação
13,8%
12,4%
design
13,6%
10,1%
tipografia
7,1%
3,4%
information design
0,3%
10,1%
design gráfico
4%
2,7%
memória gráfica
4,8%
1,4%
visualização de dados
1,9%
3,9%
typography
0,2%
5%
educação
3,9%
1,4%
acessibilidade
1,7%
3,2%
infografia
2%
2,5%
usabilidade
2,1%
2,1%
informação
3,3%
0,9%
metodologia
2,2%
1,8%
linguagem gráfica
1,7%
2,3%
interface
1,9%
1,8%
design editorial
2,3%
0,9%
ensino
1,4%
1,6%
comunicação
2,3%
0,7%
análise gráfica
1,4%
1,4%
comunicação visual
1,1%
1,6%
experiência do usuário
1,1%
1,6%
wayfinding
1%
1,6%
saúde
1,2%
1,4%
design de interação
1,4%
1,1%
design centrado no usuário
0,9%
1,4%
sinalização
1,1%
1,1%
semiótica
1,5%
0,7%
interação
1%
1,1%
tecnologia
1,5%
0,5%
representação gráfica
0,6%
1,4%
design participativo
0,8%
1,1%
infográfico
0,8%
1,1%
design inclusivo
0,8%
1,1%
história
0,8%
1,1%
animação
1,2%
0,7%
história do design
1,4%
0,5%
cor
0,4%
1,4%
hipermídia
1,3%
0,5%
identidade visual
1,3%
0,5%
cultura
1%
0,7%
inclusão
0,7%
0,9%
pictogramas
1,1%
0,5%
ergonomia
0,7%
0,9%
design de interface
1%
0,5%
dispositivos móveis
0,3%
1,1%
aprendizagem
0,8%
0,7%
deficiência visual
0,8%
0,7%
imagem
1%
0,5%
user experience
0,3%
1,1%
processo de design
0,5%
0,9%
paisagem urbana
0,2%
1,1%
visualização da informação
0,2%
1,1%
embalagens
0,3%
0,9%
metodologia de projeto
0,3%
0,9%
cinema
0,5%
0,7%
design emocional
0,8%
0,5%
internet
0,8%
0,5%
percepção visual
0,3%
0,9%
avaliação
0,7%
0,5%
design de jogos
0,7%
0,5%
linguagem visual
0,7%
0,5%
método
0,7%
0,5%
análise
0,7%
0,5%
embalagem
0,7%
0,5%
interação humano-computador
0,7%
0,5%
narrativa
0,9%
0,2%
revista
0,9%
0,2%
jornalismo
0,4%
0,7%
discurso
0,3%
0,7%
mobilidade
0,3%
0,7%
transporte público
0,3%
0,7%
baixa visão
0,5%
0,5%
pensamento visual
0,5%
0,5%
design de tipos
0,8%
0,2%
interatividade
0,8%
0,2%
cultura material
0,3%
0,7%
retórica visual
0,3%
0,7%
cognição
0,5%
0,5%
livro didático
0,5%
0,5%
processo criativo
0,5%
0,5%
legibilidade
0,7%
0,2%
moda
0,7%
0,2%
realidade aumentada
0,7%
0,2%
sustentabilidade
0,7%
0,2%
covid-19
0,2%
0,7%
sistema informacional
0,2%
0,7%
interface design
0,4%
0,5%
projeto
0,7%
0,2%
design universal
0,2%
0,7%
histórias em quadrinhos
0,4%
0,5%
medicamentos
0,4%
0,5%
sistema de informação
0,4%
0,5%
usuário
0,4%
0,5%
dingbats
0,3%
0,5%
tecnologia assistiva
0,3%
0,5%
gênero
0,5%
0,2%
instruções visuais
0,5%
0,2%
letreiramento
0,5%
0,2%
memória
0,5%
0,2%
teoria da atividade
0,5%
0,2%
ergonomia informacional
0,3%
0,5%
game design
0,3%
0,5%
games
0,3%
0,5%
infodesign
0,3%
0,5%
leitura
0,3%
0,5%
terceira idade
0,3%
0,5%
web design
0,3%
0,5%
educação a distância
0,5%
0,2%
jogos digitais
0,5%
0,2%
aplicativo
0,2%
0,5%
cidadania
0,2%
0,5%
colaboração
0,2%
0,5%
design gráfico inclusivo
0,2%
0,5%
feminismo
0,2%
0,5%
gestão de design
0,2%
0,5%
inteligência artificial
0,2%
0,5%
multimídia
0,2%
0,5%
personalização
0,2%
0,5%
sintaxe visual
0,2%
0,5%
ensino-aprendizagem
0,4%
0,2%
interdisciplinaridade
0,4%
0,2%
livro
0,4%
0,2%
projeto gráfico
0,4%
0,2%
smartphone
0,4%
0,2%
visualização
0,4%
0,2%
e-learning
0,2%
0,5%
navegação
0,2%
0,5%
software
0,2%
0,5%
teoria
0,2%
0,5%
artes gráficas
0,4%
0,2%
fotografia
0,4%
0,2%
redes sociais
0,4%
0,2%
representação
0,4%
0,2%
cultura visual
0,3%
0,2%
design de livros
0,3%
0,2%
design informacional
0,3%
0,2%
história do design gráfico
0,3%
0,2%
hospital
0,3%
0,2%
inovação
0,3%
0,2%
interface gráfica
0,3%
0,2%
livro ilustrado
0,3%
0,2%
realidade virtual
0,3%
0,2%
redesign
0,3%
0,2%
tablets
0,3%
0,2%
cartografia
0,3%
0,2%
design brasileiro
0,3%
0,2%
diretrizes
0,3%
0,2%
divulgação científica
0,3%
0,2%
estética
0,3%
0,2%
ícones
0,3%
0,2%
interface digital
0,3%
0,2%
linguagem simples
0,3%
0,2%
materialidade
0,3%
0,2%
pesquisa
0,3%
0,2%
representações gráficas
0,3%
0,2%
rio de janeiro
0,3%
0,2%
são paulo
0,3%
0,2%
ambiente virtual de aprendizagem
0,2%
0,2%
análise da tarefa
0,2%
0,2%
comunidade
0,2%
0,2%
conteúdo
0,2%
0,2%
fontes variáveis
0,2%
0,2%
forma
0,2%
0,2%
gamificação
0,2%
0,2%
impressão 3d
0,2%
0,2%
links
0,2%
0,2%
livro digital
0,2%
0,2%
manuais de instrução
0,2%
0,2%
medium
0,2%
0,2%
world wide web
0,2%
0,2%
criação
0,2%
0,2%
emoção
0,2%
0,2%
manual de instrução
0,2%
0,2%
psicologia cognitiva
0,2%
0,2%
relações
0,2%
0,2%
teste de usabilidade
0,2%
0,2%
vídeo
0,2%
0,2%
Os conceitos no texto completo
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo que mencionam o conceito no texto completo. São os 23 conceitos que as duas plataformas procuram nos textos.
design da informação57,7%97,5%
educação48,6%68%
inclusão40,4%46,5%
design gráfico40,4%43,2%
tipografia39,6%49,2%
interface34,8%49,9%
participação33,1%14,6%
usabilidade27%35,2%
ilustração26,3%28,4%
saúde21,1%33,4%
comunicação visual20,2%25,2%
ergonomia17,9%33,4%
gênero17,4%26,1%
acessibilidade15,1%23,1%
sinalização11,5%21,1%
infografia7,9%15,3%
CIDI
InfoDesign
Cada ponto é um conceito. Um ponto sobre a linha tem a mesma proporção nos dois acervos. Quanto mais longe da linha, maior a diferença, a favor do acervo para cujo eixo o ponto se afasta.
ler a análise
As palavras-chave mostram o que os autores escolhem anunciar. A busca no texto
completo encontra também o que eles discutem sem pôr nas palavras-chave. Por isso, ela é a medida mais
próxima do que se discute em cada lugar.
Nesta comparação, o que importa é a diferença entre os dois acervos, e não a altura das barras. Um
conceito mais frequente em um acervo do que no outro é um assunto que ganhou mais espaço em um dos dois.
Comparar esta lista com a anterior mostra quais assuntos o campo declara nas palavras-chave e
de quais ele apenas fala no texto. Essa diferença é tratada em detalhe na seção Conceitos no
texto.
ver os dados
Conceito
CIDI
InfoDesign
design da informação
57,7%
97,5%
educação
48,6%
68%
inclusão
40,4%
46,5%
design gráfico
40,4%
43,2%
tipografia
39,6%
49,2%
interface
34,8%
49,9%
participação
33,1%
14,6%
usabilidade
27%
35,2%
ilustração
26,3%
28,4%
saúde
21,1%
33,4%
comunicação visual
20,2%
25,2%
ergonomia
17,9%
33,4%
gênero
17,4%
26,1%
acessibilidade
15,1%
23,1%
sinalização
11,5%
21,1%
infografia
7,9%
15,3%
embalagem
7,5%
7,6%
visualização de dados
7,2%
13,5%
sustentabilidade
6,6%
9,4%
pandemia
4,5%
8,2%
inteligência artificial
4,1%
6,9%
desinformação
1,4%
3,2%
decolonial
0,8%
0,2%
Como o OpenAlex classifica os dois
Porcentagem dos trabalhos classificados de cada acervo, pelos campos mais gerais do OpenAlex.
Social Sciences43,7%43%
Arts and Humanities19,5%15,6%
Computer Science12,6%17,8%
Decision Sciences6,4%5,3%
Engineering5,1%5,3%
Psychology3,3%3,2%
Business, Management and Accounting3,3%2,5%
Health Professions1,6%2,1%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
O OpenAlex é uma base pública que reúne a produção científica mundial e classifica os
trabalhos por meio de um programa de computador. Ele não tem uma categoria para o design da informação e
distribui os trabalhos dos dois acervos entre os campos gerais da ciência. A comparação mostra que ele os
distribui de modos diferentes, embora os dois acervos sejam do mesmo campo.
Isso diz respeito à forma como o campo aparece nas bases internacionais, e não ao conteúdo dos trabalhos.
Um classificador que não reconhece o campo produz dois resultados diferentes para ele, conforme o tipo de
publicação. Nenhum dos dois resultados descreve o campo.
ver os dados
Campo
CIDI
InfoDesign
Social Sciences
43,7%
43%
Arts and Humanities
19,5%
15,6%
Computer Science
12,6%
17,8%
Decision Sciences
6,4%
5,3%
Engineering
5,1%
5,3%
Psychology
3,3%
3,2%
Business, Management and Accounting
3,3%
2,5%
Health Professions
1,6%
2,1%
Os tópicos mais frequentes em cada acervo
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo, por tópico do OpenAlex.
Education and Digital Technologies21,6%24,5%
Business and Management Studies7,7%3,9%
Information Architecture and Usability4,6%6,6%
Information Science and Libraries5,6%3%
Urban and sociocultural dynamics8,2%0%
Cultural, Media, and Literary Studies7,2%0,9%
Linguistics and Education Research4,8%2,7%
Public Spaces through Art3,9%2,5%
Academic Research in Diverse Fields3,3%0,9%
Multimedia Communication and Technology2,1%1,4%
Data Visualization and Analytics0%3,4%
Literature, Culture, and Criticism2,4%0%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
O tópico é uma categoria mais detalhada do que o campo e, por isso, separa melhor os
dois acervos. Aqui as duas listas deixam de coincidir. Alguns tópicos são frequentes em um acervo e quase não
aparecem no outro.
Esse resultado pede cuidado. O tópico é atribuído por um programa de computador a partir do título e do
resumo, e não pelos autores. Quando a diferença é grande, ela pode vir do próprio acervo ou do modo como o
programa classifica um resumo escrito em português.
ver os dados
Tópico
CIDI
InfoDesign
Education and Digital Technologies
21,6%
24,5%
Business and Management Studies
7,7%
3,9%
Information Architecture and Usability
4,6%
6,6%
Information Science and Libraries
5,6%
3%
Urban and sociocultural dynamics
8,2%
0%
Cultural, Media, and Literary Studies
7,2%
0,9%
Linguistics and Education Research
4,8%
2,7%
Public Spaces through Art
3,9%
2,5%
Academic Research in Diverse Fields
3,3%
0,9%
Multimedia Communication and Technology
2,1%
1,4%
Data Visualization and Analytics
0%
3,4%
Literature, Culture, and Criticism
2,4%
0%
A língua de publicação
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo publicados em inglês, no período inteiro de cada um.
publicado em inglês4,5%21,1%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
Aqui os dois acervos são diferentes. O congresso publica em português: só
4,5% dos trabalhos estão em inglês, de 2003 a 2025. Na revista, a proporção é de
21,1%. A diferença vem da política editorial, porque a InfoDesign passou a
aceitar submissões apenas em inglês.
Essa decisão divide a produção do campo em duas partes e muda o que cada acervo registra. Hoje, o que se
escreve em português sobre design da informação é apresentado no congresso. Isto significa que o acervo do
CIDI é o registro mais completo do campo em português.
Quais referências citam
Os autores mais citados nos dois
Os quarenta autores mais citados em cada acervo, comparados pelo sobrenome e pela inicial do nome.
25 autores estão entre os mais citados nos dois acervos.
Os dois acervos citam, em grande parte, os mesmos autores.
25 dos quarenta autores mais citados aparecem nos dois lugares. Isto
significa que o campo lê os mesmos autores, tanto para escrever para o congresso quanto para a revista.
As diferenças estão nas duas listas exclusivas. Um autor que aparece só em um dos acervos costuma ser
referência de uma especialidade que publica mais naquele lugar. Essas listas podem ser comparadas com a rede de
cocitação da seção Referências, que mostra quais autores costumam ser citados juntos.
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Autor
Onde aparece
TWYMAN, M
nos dois
FARIAS, P
nos dois
BONSIEPE, G
nos dois
NIELSEN, J
nos dois
LUPTON, E
nos dois
CARDOSO, R
nos dois
SANTAELLA, L
nos dois
NORMAN, D
nos dois
SPINILLO, C
nos dois
FRASCARA, J
nos dois
MORAES, A
nos dois
PETTERSSON, R
nos dois
COUTINHO, S
nos dois
HORN, R
nos dois
PREECE, J
nos dois
FLUSSER, V
nos dois
MIJKSENAAR, P
nos dois
PADOVANI, S
nos dois
LÉVY, P
nos dois
CAIRO, A
nos dois
MUNARI, B
nos dois
SHEDROFF, N
nos dois
CYBIS, W
nos dois
GIL, A
nos dois
TUFTE, E
nos dois
ARAGÃO, I
CIDI
DONDIS, D
CIDI
BARTHES, R
CIDI
BRINGHURST, R
CIDI
ARNHEIM, R
CIDI
NIEMEYER, L
CIDI
PORTUGAL, C
CIDI
MANZINI, E
CIDI
FILATRO, A
CIDI
JACOBSON, R
CIDI
MEGGS, P
CIDI
FINIZOLA, F
CIDI
DELEUZE, G
CIDI
WRIGHT, P
CIDI
MACHADO, A
CIDI
MAYER, R. E.
InfoDesign
WOGALTER, M. S.
InfoDesign
ENGELHARDT, Y.
InfoDesign
BERTIN, J.
InfoDesign
FOUCAULT, M.
InfoDesign
WALKER, S.
InfoDesign
TVERSKY, B.
InfoDesign
SLESS, D.
InfoDesign
MANOVICH, L.
InfoDesign
LYNCH, K.
InfoDesign
FONTOURA, A. M.
InfoDesign
A idade da bibliografia
Porcentagem das referências com ano identificado, pela década da obra citada.
19601%1,1%
19702,6%2,6%
19804,8%4,6%
199014,1%12,6%
200037,1%32,8%
201034,3%36,5%
20206,2%7,6%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
As referências dos dois acervos têm idades parecidas, e as décadas mais citadas são
as mesmas. Isso reforça que os dois acervos citam os mesmos autores.
A média de referências por trabalho é diferente: 14 no congresso e
18,6 na revista. Um artigo de revista costuma ter mais referências. Isso é
esperado, porque o texto passou pela avaliação de pareceristas e foi revisto a partir dela.
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Década
CIDI
InfoDesign
1960
1%
1,1%
1970
2,6%
2,6%
1980
4,8%
4,6%
1990
14,1%
12,6%
2000
37,1%
32,8%
2010
34,3%
36,5%
2020
6,2%
7,6%
O que a pesquisa faz
As mesmas duas perguntas, nos dois acervos
Porcentagem dos trabalhos de cada acervo, nas mesmas categorias usadas pelas duas plataformas. Os critérios das duas não são idênticos.
mede desempenho26,6%37,5%
território como objeto35,6%30,2%
território como posição7,6%5,9%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
Aqui aparece a diferença entre os dois tipos de publicação. A revista tem mais
trabalhos que medem desempenho: 37,5% contra
26,6%. O congresso tem mais trabalhos que se situam:
43,2% contra
36,1%, somando os dois níveis.
Isso sugere uma explicação. Medir desempenho exige uma pesquisa com plano definido, coleta de dados e
resultado. É isso que cobra uma revista com avaliação duplo-cega, em que autores e pareceristas não sabem quem
é o outro. O congresso aceita o trabalho antes dessa etapa. Ele também aceita trabalhos sobre objetos locais,
como o estudo de caso de uma cidade, de um serviço público ou de um acervo brasileiro.
Isso não significa que o congresso seja menos rigoroso. O congresso recebe a pesquisa enquanto ela ainda
está em andamento. Por isso, ele registra uma etapa que a revista só recebe depois, quando a pesquisa já está
concluída.
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Eixo
CIDI
InfoDesign
mede desempenho
26,6%
37,5%
território como objeto
35,6%
30,2%
território como posição
7,6%
5,9%
O que o trabalho se propõe a fazer
Objetivo principal de cada trabalho, nas mesmas categorias da seção Objetivos e métodos, em porcentagem dos trabalhos classificados em cada acervo. Os critérios das duas plataformas não são idênticos.
descrever30,6%23,6%
conceituar15,6%15,8%
propor método11,8%16,5%
avaliar11,2%13,3%
propor artefato14,4%7,8%
relatar experiência7,3%8%
revisar4,6%8,7%
comparar4,5%4,1%
registrar depoimento0%2,3%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
Os objetivos têm distribuição parecida nos dois acervos, com duas diferenças que
confirmam o painel anterior. O congresso tem mais trabalhos que descrevem e que propõem
artefato, isto é, uma peça ou um sistema projetado. A revista tem mais trabalhos que propõem
método e que revisam a produção existente.
Descrever e propor artefato são objetivos de trabalhos voltados para um objeto específico. Propor método e
revisar são objetivos de trabalhos voltados para o campo como um todo. É a mesma diferença entre os tipos de
publicação, agora vista pelo objetivo que os autores declaram.
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Objetivo
CIDI
InfoDesign
descrever
30,6%
23,6%
conceituar
15,6%
15,8%
propor método
11,8%
16,5%
avaliar
11,2%
13,3%
propor artefato
14,4%
7,8%
relatar experiência
7,3%
8%
revisar
4,6%
8,7%
comparar
4,5%
4,1%
registrar depoimento
0%
2,3%
Como o campo se define nos dois
Enfoque das definições de design da informação escritas nos trabalhos: 64 trabalhos no CIDI e 45 na revista.
projetual34,4%36,5%
funcional28,1%31,8%
disciplinar20,3%15,3%
cognitiva12,5%7,1%
sociotécnica3,1%8,2%
crítica1,6%1,2%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
Poucos trabalhos definem o campo, nos dois lugares. Só 3,5%
dos trabalhos examinados no CIDI e 10,3% na revista dizem o que é design da
informação. O campo trabalha com um entendimento comum que quase nunca é escrito.
Quando os trabalhos definem o campo, eles o definem de modo parecido. A ordem dos enfoques é próxima nos dois
acervos. Isso confirma o que a lista de autores mais citados já mostrava: a diferença entre congresso e revista
vem do tipo de texto, e não de um entendimento diferente sobre o que é o campo.
As contagens são pequenas. Por isso, a comparação considera só a ordem dos enfoques, e não a distância entre
eles.
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Enfoque
CIDI
InfoDesign
projetual
34,4%
36,5%
funcional
28,1%
31,8%
disciplinar
20,3%
15,3%
cognitiva
12,5%
7,1%
sociotécnica
3,1%
8,2%
crítica
1,6%
1,2%
O método
De onde vêm os números de cada acervo
Os números do CIDI vêm desta base. Os da InfoDesign vêm do resumo de dados
publicado pelo Observatório da
InfoDesign, copiado no momento em que esta plataforma gera os seus dados. Esta plataforma recebe só os
números que esse resumo já publica e o arquivo com todas as palavras-chave da revista. Nenhum registro de
trabalho da revista entra aqui. Por isso, as barras da revista não abrem nenhuma lista. Os
trabalhos da revista não estão nesta base, e uma barra que parecesse clicável sem levar a lugar nenhum
confundiria quem lê.
A seção só aparece quando o resumo de dados da InfoDesign está disponível. Sem ele, a
seção não é gerada e o menu não a mostra. O modelo escreveu essa regra para que a seção falte, em vez de
aparecer com números desatualizados.
A comparação existe nas duas plataformas. O Observatório da InfoDesign tem uma seção
equivalente a esta, feita com o resumo de dados do CIDI. Por isso, as duas mostram os mesmos pares de números a
partir de bases diferentes. Quando os dados de uma das bases são gerados de novo, os da outra também precisam
ser gerados e conferidos. Sem isso, uma das seções passa a comparar com um número que já não existe.
Três classificações são comparadas: medir e situar, objetivos e métodos, e como o campo se define. Nas
três, um modelo de inteligência artificial usou as mesmas categorias nos dois acervos. Os critérios das duas plataformas têm regras em comum, e cada uma acrescentou regras para casos do seu
acervo. Os da revista, por exemplo, tratam das seções próprias dela, como resenha e entrevista. Isto
significa que as categorias são as mesmas, mas os critérios não são idênticos. Os critérios estão publicados nas duas plataformas, em
Procedimentos.
As outras medidas são contagens e, por isso, não dependem de interpretação.
Como cada base foi construída
O acervo do CIDI parte dos registros que a editora depositou no
Crossref, o serviço que registra os DOIs, os códigos que identificam publicações na internet. Os registros do
CIDI foram separados dos demais pelo campo que indica o evento. Os dados de cada DOI foram completados com o
OpenAlex, uma base pública da produção científica mundial. O texto completo dos arquivos forneceu os dados mais
detalhados: o resumo e as palavras-chave como os autores os escreveram, a ordem dos autores, a instituição
declarada e a lista de referências. A separação entre o CIDI e o CONGIC, o congresso de iniciação
científica publicado nos mesmos anais, o eixo temático e o tipo de contribuição
vêm da lista da editora, que é a fonte editorial desta base. As cinco edições sem DOI, de 2003 a
2011, entraram por outro caminho. Elas foram publicadas pela própria SBDI antes de existir depósito no Crossref.
Por isso, não têm tópico, campo, citações recebidas nem ORCID, o código que identifica cada pesquisador.
O acervo da revista foi montado pelo Observatório da InfoDesign a partir dos registros da
SBDI no Crossref e do repositório OAI-PMH da revista, um serviço que entrega os dados dos artigos em formato
padronizado. Um programa escrito pelo modelo também consultou o sumário e a página de cada trabalho no portal da revista. Deles
vêm a seção declarada, a paginação e as palavras-chave que deixaram de ser depositadas. Lá também os dados de
cada DOI foram completados com o OpenAlex e conferidos no DOAJ, um diretório de revistas de acesso aberto. O
texto completo dos arquivos forneceu o resumo, as palavras-chave, as referências e o corpo do artigo. A
descrição completa está em
infodesignobservatory.org.
O que isso muda na comparação. As duas bases usam as mesmas fontes externas e tratam o
texto completo da mesma forma. Por isso, palavras-chave, referências, autoria e conceitos no texto podem ser
comparados sem ressalva sobre a origem dos dados. A diferença está na fonte editorial. No
CIDI, ela é a lista da editora, que informa o eixo temático e o tipo de contribuição. Na revista, é o portal da
revista, que informa a seção e a indexação. Nenhuma das duas fontes tem o equivalente da outra. Por isso, nenhum
painel compara o eixo temático do congresso com a seção da revista.
Limites desta comparação
A comparação tem quatro limites.
Os períodos são diferentes: o CIDI vai de 2003 a 2025, e a
InfoDesign vai de 2004 a 2026. Quando uma medida depende do tempo, a
comparação considera cada acervo inteiro, e não os mesmos anos nos dois.
A correspondência de nomes é aproximada. Ela usa o sobrenome e a inicial, porque os dois
acervos escrevem os nomes de formas diferentes. Esse método funciona para os nomes mais frequentes, que são os
usados nesta seção. Aplicado a todo o acervo, ele erraria mais.
Não existe medida de concordância entre as duas plataformas. Cada classificação tem a sua
própria medida, publicada na seção correspondente de cada plataforma. Ainda falta classificar os mesmos
trabalhos nas duas plataformas e comparar os resultados.
Os números da InfoDesign são os da última vez em que a base da revista foi gerada. As duas
bases são atualizadas em momentos diferentes, e a data de cada uma está no rodapé da sua plataforma.