O design da informação brasileiro se publica em dois lugares, e este observatório lê um
deles. O outro é a InfoDesign, revista da mesma sociedade, lida por um observatório
irmão que usa as mesmas rubricas. Esta seção percorre as mesmas perguntas das outras seções, agora nos dois
acervos ao mesmo tempo: quem publica, sobre o que se fala, em que o campo se apoia e o que ele faz com o que
estuda. Nesse sentido, a diferença que os números registram é de gênero editorial: o congresso recebe
pesquisa em curso e a revista recebe pesquisa concluída, e a comparação não estabelece hierarquia entre as
duas.
Quem publica
Porte dos dois acervos
O CIDI cobre de 2005 a 2025; a InfoDesign, de 2004 a 2026.
CIDI
InfoDesign
Trabalhos
1.776
437
Pesquisadores
2.377
704
Autorias
4.355
1.022
Instituições
159
109
Autores por trabalho
2,45
2,34
ler a análise
O congresso publica 4,1 vezes o que a
revista publica, em metade do tempo. Não é medida de importância: um congresso bienal com centenas de
apresentações e um periódico com três números por ano são objetos de porte diferente por construção.
A linha que interessa é a das instituições, quase idêntica nos dois. As mesmas casas alimentam os dois
lugares, e o campo que se apresenta no congresso é o campo que publica na revista.
ver os dados
Medida
CIDI
InfoDesign
Trabalhos
1.776
437
Pesquisadores
2.377
704
Autorias
4.355
1.022
Instituições
159
109
Autores por trabalho
2,45
2,34
Os que mais assinam em cada acervo
Os 25 que mais assinam no congresso, à esquerda, e os 25 que mais assinam na revista, à direita. A linha une o mesmo nome nas duas colunas, e a inclinação dela diz onde a pessoa ocupa posição mais alta.
Foram encontradas 57 pessoas nas duas casas, entre as 59 que a revista publica no topo dela.
14 nomes estão no topo dos dois
acervos. Solange Galvão Coutinho e Carla Galvão Spinillo abrem a coluna do
congresso, com 65 e 58 trabalhos, e
assinam 17 cada uma
na revista.
Stephania Padovani abre a coluna da revista, com 25
trabalhos, e aparece em 4º lugar no
congresso, que é a menor distância entre as duas listas.
Compara-se aqui o lugar de cada nome nas duas colunas. A linha que sobe da esquerda para a direita
pertence a quem ocupa posição mais alta na revista, e vem no tom dela; a que desce faz o caminho
contrário. Nenhum nome do topo assina mais na revista do que no congresso, e explica-se isso pelo tamanho
dos dois acervos, porque o congresso publica 4,1 vezes o que a revista
publica.
Um nome fica sem linha quando não alcança o topo do outro acervo. Assim,
5 nomes do congresso assinam na revista abaixo da
25ª posição, e 10 nomes da revista assinam no congresso
abaixo da mesma posição. Outros 6 nomes do congresso saem em cinza, porque não
aparecem na lista que a revista publica.
Essa lista traz as 59 que mais assinam na revista, e é a ela que a comparação
se limita. Foram encontradas 57 pessoas nas duas casas, e o número verdadeiro pode
ser maior, porque quem assina pouco dos dois lados fica fora da lista publicada.
Um cuidado permanece: os dois acervos abreviam o nome de jeitos diferentes, e a correspondência é feita
por sobrenome mais a inicial do primeiro nome, de modo a reunir "Coutinho, Solange" e "Coutinho, Solange
G." na mesma pessoa. Homônimo de mesma inicial vira a mesma pessoa, e quem mudou de nome no meio do
caminho vira duas.
ver os dados
Pesquisador
CIDI
InfoDesign
Solange Galvão Coutinho
65
17
Carla Galvão Spinillo
58
17
Stephania Padovani
32
25
Berenice dos Santos Gonçalves
32
10
Hans da Nóbrega Waechter
30
7
Priscila Lena Farias
29
7
Isabella Ribeiro Aragão
31
4
Tiago Barros Pontes e Silva
27
5
Letícia Pedruzzi Fonseca
27
4
Juliana Bueno
23
7
Virgínia Tiradentes Souto
21
9
Edna L. Oliveira Cunha Lima
22
5
Kelli Cristine Assis Silva Smythe
17
10
Eva Rolim Miranda
17
9
Vania Ribas Ulbricht
16
10
Doris Clara Kosminsky
20
4
Gabriela Araujo Ferraz Oliveira
20
3
Guilherme Silva da Cunha Lima
18
3
Luciane Maria Fadel
13
6
Renata Amorim Cadena
14
3
Tamanho das equipes
Percentual dos trabalhos de cada acervo, por número de pessoas que assinam.
1 autor16,9%26,1%
2 autores46,9%40,3%
3 autores20,3%18,5%
4 autores9,1%7,6%
cinco ou mais6,8%7,6%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
As duas distribuições têm a mesma forma, com a dupla no centro. O congresso pende
um pouco para equipes maiores, e a revista para o trabalho individual: são
26,1% de autor único na revista contra 16,9% no congresso.
Junto com o painel de posição na assinatura, que mostra a última posição ocupada por doutorado, isso
diz que a equipe do congresso é de orientação. A revista recebe mais texto de uma pessoa só, que é a forma
de quem escreve depois de a orientação ter terminado.
ver os dados
Autores
CIDI
InfoDesign
1
16,9%
26,1%
2
46,9%
40,3%
3
20,3%
18,5%
4
9,1%
7,6%
5+
6,8%
7,6%
De onde vem a autoria
Percentual das autorias brasileiras de cada acervo, por região.
Sudeste32,9%26,9%
Sul26,1%48,3%
Nordeste34,2%18,9%
Centro-Oeste6,4%4,8%
Norte0,4%1,2%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
A geografia é o ponto em que os dois acervos mais se afastam. O congresso é
32,9% Sudeste e 34,2% Nordeste; a revista é
48,3% Sul.
A explicação está na itinerância. O congresso muda de sede a cada edição, e a sede puxa a participação
da região que a recebe, o que ao longo de sete edições distribui a autoria. A revista não tem sede que se
desloque, e por isso registra a geografia dos programas que a alimentam, sem o efeito redistributivo do
lugar do encontro.
ver os dados
Região
CIDI
InfoDesign
Sudeste
32,9%
26,9%
Sul
26,1%
48,3%
Nordeste
34,2%
18,9%
Centro-Oeste
6,4%
4,8%
Norte
0,4%
1,2%
Sobre o que se fala
Os descritores que os dois declaram
Percentual dos trabalhos de cada acervo que declara o descritor. São os mais frequentes entre os 176 que aparecem nos dois vocabulários.
design da informação14,1%12,4%
design13,3%10,1%
tipografia7,2%3,4%
information design0,3%10,1%
design gráfico4,1%2,7%
memória gráfica5%1,4%
visualização de dados2%3,9%
typography0,2%5%
educação3,7%1,4%
acessibilidade1,7%3,2%
infografia2%2,5%
metodologia2,3%1,8%
usabilidade2%2,1%
informação3,2%0,9%
CIDI
InfoDesign
Cada ponto é um descritor. Sobre a linha, mesma proporção nos dois; longe dela, o acervo em cujo eixo o ponto avança.
ler a análise
O vocabulário declarado é o campo se nomeando, e aqui ele é quase o mesmo nos dois
lugares. Design da informação abre as duas listas, e a diferença de altura entre as barras
é de porte do acervo, e não de agenda.
As diferenças aparecem nos termos de meio de lista, e são de especialidade. Onde um acervo sobe e o
outro não, há uma comunidade que escolheu um dos dois lugares para publicar aquele assunto.
ver os dados
Descritor
CIDI
InfoDesign
design da informação
14,1%
12,4%
design
13,3%
10,1%
tipografia
7,2%
3,4%
information design
0,3%
10,1%
design gráfico
4,1%
2,7%
memória gráfica
5%
1,4%
visualização de dados
2%
3,9%
typography
0,2%
5%
educação
3,7%
1,4%
acessibilidade
1,7%
3,2%
infografia
2%
2,5%
metodologia
2,3%
1,8%
usabilidade
2%
2,1%
informação
3,2%
0,9%
linguagem gráfica
1,4%
2,3%
interface
1,9%
1,8%
design editorial
2,4%
0,9%
ensino
1,5%
1,6%
comunicação
2,2%
0,7%
análise gráfica
1,4%
1,4%
comunicação visual
1,1%
1,6%
experiência do usuário
1,1%
1,6%
wayfinding
1%
1,6%
saúde
1,2%
1,4%
design de interação
1,4%
1,1%
design centrado no usuário
1%
1,4%
interação
1%
1,1%
sinalização
1%
1,1%
semiótica
1,5%
0,7%
graphic design
0,2%
1,8%
design participativo
0,8%
1,1%
infográfico
0,8%
1,1%
tecnologia
1,5%
0,5%
representação gráfica
0,6%
1,4%
design inclusivo
0,8%
1,1%
história do design
1,4%
0,5%
história
0,7%
1,1%
cor
0,4%
1,4%
identidade visual
1,3%
0,5%
animação
1%
0,7%
cultura
1%
0,7%
inclusão
0,7%
0,9%
information visualization
0,2%
1,4%
design de interface
1,1%
0,5%
pictogramas
1,1%
0,5%
dispositivos móveis
0,3%
1,1%
ergonomia
0,6%
0,9%
aprendizagem
0,8%
0,7%
deficiência visual
0,8%
0,7%
hipermídia
1%
0,5%
user experience
0,3%
1,1%
processo de design
0,5%
0,9%
imagem
1%
0,5%
paisagem urbana
0,2%
1,1%
visualização da informação
0,2%
1,1%
embalagens
0,3%
0,9%
metodologia de projeto
0,3%
0,9%
design emocional
0,8%
0,5%
percepção visual
0,3%
0,9%
cinema
0,5%
0,7%
design de jogos
0,7%
0,5%
linguagem visual
0,7%
0,5%
avaliação
0,7%
0,5%
embalagem
0,7%
0,5%
interação humano-computador
0,7%
0,5%
método
0,7%
0,5%
revista
0,9%
0,2%
análise
0,6%
0,5%
internet
0,6%
0,5%
narrativa
0,8%
0,2%
discurso
0,3%
0,7%
jornalismo
0,3%
0,7%
mobilidade
0,3%
0,7%
transporte público
0,3%
0,7%
baixa visão
0,6%
0,5%
pensamento visual
0,6%
0,5%
design de tipos
0,8%
0,2%
cultura material
0,3%
0,7%
retórica visual
0,3%
0,7%
cognição
0,5%
0,5%
processo criativo
0,5%
0,5%
interatividade
0,7%
0,2%
moda
0,7%
0,2%
realidade aumentada
0,7%
0,2%
sustentabilidade
0,7%
0,2%
covid-19
0,2%
0,7%
interface design
0,5%
0,5%
livro didático
0,5%
0,5%
design universal
0,2%
0,7%
sistema informacional
0,2%
0,7%
web
0,2%
0,7%
histórias em quadrinhos
0,4%
0,5%
medicamentos
0,4%
0,5%
sistema de informação
0,4%
0,5%
usuário
0,4%
0,5%
legibilidade
0,6%
0,2%
projeto
0,6%
0,2%
dingbats
0,3%
0,5%
tecnologia assistiva
0,3%
0,5%
gênero
0,6%
0,2%
letreiramento
0,6%
0,2%
memória
0,6%
0,2%
teoria da atividade
0,6%
0,2%
game design
0,3%
0,5%
games
0,3%
0,5%
infodesign
0,3%
0,5%
leitura
0,3%
0,5%
terceira idade
0,3%
0,5%
web design
0,3%
0,5%
educação a distância
0,5%
0,2%
instruções visuais
0,5%
0,2%
jogos digitais
0,5%
0,2%
aplicativo
0,2%
0,5%
colaboração
0,2%
0,5%
design gráfico inclusivo
0,2%
0,5%
ergonomia informacional
0,2%
0,5%
feminismo
0,2%
0,5%
gestão de design
0,2%
0,5%
inteligência artificial
0,2%
0,5%
personalização
0,2%
0,5%
sintaxe visual
0,2%
0,5%
ensino-aprendizagem
0,5%
0,2%
interdisciplinaridade
0,5%
0,2%
livro
0,5%
0,2%
projeto gráfico
0,5%
0,2%
smartphone
0,5%
0,2%
visualização
0,5%
0,2%
cidadania
0,2%
0,5%
mídia digital
0,2%
0,5%
navegação
0,2%
0,5%
artes gráficas
0,4%
0,2%
fotografia
0,4%
0,2%
redes sociais
0,4%
0,2%
representação
0,4%
0,2%
cultura visual
0,3%
0,2%
design de livros
0,3%
0,2%
design informacional
0,3%
0,2%
história do design gráfico
0,3%
0,2%
inovação
0,3%
0,2%
interface gráfica
0,3%
0,2%
livro ilustrado
0,3%
0,2%
redesign
0,3%
0,2%
tablets
0,3%
0,2%
cartografia
0,3%
0,2%
design brasileiro
0,3%
0,2%
diretrizes
0,3%
0,2%
divulgação científica
0,3%
0,2%
estética
0,3%
0,2%
hospital
0,3%
0,2%
interface digital
0,3%
0,2%
linguagem simples
0,3%
0,2%
materialidade
0,3%
0,2%
pesquisa
0,3%
0,2%
realidade virtual
0,3%
0,2%
representações gráficas
0,3%
0,2%
são paulo
0,3%
0,2%
ambiente virtual de aprendizagem
0,2%
0,2%
análise da tarefa
0,2%
0,2%
comunidade
0,2%
0,2%
conteúdo
0,2%
0,2%
fontes variáveis
0,2%
0,2%
forma
0,2%
0,2%
gamificação
0,2%
0,2%
ícones
0,2%
0,2%
impressão 3d
0,2%
0,2%
links
0,2%
0,2%
livro digital
0,2%
0,2%
manuais de instrução
0,2%
0,2%
medium
0,2%
0,2%
rio de janeiro
0,2%
0,2%
world wide web
0,2%
0,2%
criação
0,2%
0,2%
emoção
0,2%
0,2%
psicologia cognitiva
0,2%
0,2%
relações
0,2%
0,2%
teste de usabilidade
0,2%
0,2%
Os conceitos no texto integral
Percentual dos trabalhos de cada acervo que menciona o conceito no corpo do texto. São os 23 conceitos que os dois observatórios sondam.
design da informação58,3%97,5%
educação48,7%68%
design gráfico40,9%43,2%
inclusão40,7%46,5%
tipografia39,6%49,2%
interface35%49,9%
participação33,3%14,6%
usabilidade27%35,2%
ilustração26%28,4%
saúde21,3%33,4%
comunicação visual20,3%25,2%
ergonomia17,7%33,4%
gênero17,4%26,1%
acessibilidade15,4%23,1%
sinalização11,3%21,1%
infografia8,1%15,3%
CIDI
InfoDesign
Cada ponto é um conceito. Sobre a linha, mesma proporção nos dois; longe dela, o acervo em cujo eixo o ponto avança.
ler a análise
Enquanto o descritor é o que a autoria escolhe anunciar, a sonda no texto integral
apanha o que ela discute sem rotular. É a leitura mais próxima do que se conversa em cada lugar.
A comparação vale pelo desnível, e não pela altura: um conceito acima em um acervo e abaixo no outro é
um assunto que encontrou casa. Ler esta lista ao lado da anterior mostra onde o campo declara
e onde ele apenas fala, que é a distinção que a seção de Conceitos no texto desenvolve.
ver os dados
Conceito
CIDI
InfoDesign
design da informação
58,3%
97,5%
educação
48,7%
68%
design gráfico
40,9%
43,2%
inclusão
40,7%
46,5%
tipografia
39,6%
49,2%
interface
35%
49,9%
participação
33,3%
14,6%
usabilidade
27%
35,2%
ilustração
26%
28,4%
saúde
21,3%
33,4%
comunicação visual
20,3%
25,2%
ergonomia
17,7%
33,4%
gênero
17,4%
26,1%
acessibilidade
15,4%
23,1%
sinalização
11,3%
21,1%
infografia
8,1%
15,3%
embalagem
7,5%
7,6%
visualização de dados
7,4%
13,5%
sustentabilidade
6,9%
9,4%
pandemia
4,6%
8,2%
inteligência artificial
4,2%
6,9%
desinformação
1,5%
3,2%
decolonial
0,8%
0,2%
Como um classificador geral lê os dois
Percentual dos trabalhos classificados de cada acervo, por campo de primeiro nível do OpenAlex.
Social Sciences43,7%43%
Arts and Humanities19,5%15,6%
Computer Science12,6%17,8%
Decision Sciences6,4%5,3%
Engineering5,1%5,3%
Psychology3,3%3,2%
Business, Management and Accounting3,3%2,5%
Health Professions1,6%2,1%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
O OpenAlex não tem lugar para o design da informação, e distribui os dois acervos
pelos campos gerais da ciência. O que a comparação mostra é que ele os distribui de modos
diferentes, apesar de serem o mesmo campo.
É um argumento de visibilidade, e não de conteúdo: um mesmo campo lido por um classificador que não o
reconhece produz dois retratos, conforme o gênero do que se publica. Nenhum dos dois retratos é o campo.
ver os dados
Campo
CIDI
InfoDesign
Social Sciences
43,7%
43%
Arts and Humanities
19,5%
15,6%
Computer Science
12,6%
17,8%
Decision Sciences
6,4%
5,3%
Engineering
5,1%
5,3%
Psychology
3,3%
3,2%
Business, Management and Accounting
3,3%
2,5%
Health Professions
1,6%
2,1%
Os tópicos que cada um concentra
Percentual dos trabalhos de cada acervo, por tópico do OpenAlex.
Education and Digital Technologies22,4%24,5%
Business and Management Studies7,9%3,9%
Information Architecture and Usability4,7%6,6%
Information Science and Libraries5,7%3%
Urban and sociocultural dynamics8,4%0%
Cultural, Media, and Literary Studies7,4%0,9%
Linguistics and Education Research5%2,7%
Public Spaces through Art4,1%2,5%
Academic Research in Diverse Fields3,4%0,9%
Multimedia Communication and Technology2,2%1,4%
Data Visualization and Analytics0%3,4%
Literature, Culture, and Criticism2,5%0%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
O tópico é mais fino que o campo, e por isso separa melhor. Aqui as duas listas
deixam de acompanhar uma à outra: há tópicos que um acervo concentra e o outro quase não registra.
Vale ler com reserva. O tópico é atribuído por algoritmo sobre título e resumo, e não por quem escreveu;
onde a diferença é grande, ela pode estar dizendo tanto do acervo quanto do que o classificador faz com um
resumo em português.
ver os dados
Tópico
CIDI
InfoDesign
Education and Digital Technologies
22,4%
24,5%
Business and Management Studies
7,9%
3,9%
Information Architecture and Usability
4,7%
6,6%
Information Science and Libraries
5,7%
3%
Urban and sociocultural dynamics
8,4%
0%
Cultural, Media, and Literary Studies
7,4%
0,9%
Linguistics and Education Research
5%
2,7%
Public Spaces through Art
4,1%
2,5%
Academic Research in Diverse Fields
3,4%
0,9%
Multimedia Communication and Technology
2,2%
1,4%
Data Visualization and Analytics
0%
3,4%
Literature, Culture, and Criticism
2,5%
0%
A língua separa os dois
Percentual dos trabalhos de cada acervo publicados em inglês, no período inteiro de cada um.
publicado em inglês4,3%21,1%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
Aqui os dois não se parecem. O congresso publica em português: são
4,3% em inglês em catorze anos. A revista está em 21,1%, e a
diferença decorre de política editorial: a InfoDesign passou a aceitar submissão apenas em
inglês.
É a decisão que separa as duas metades do campo, e ela tem consequência de leitura. O que se escreve em
português sobre design da informação, hoje, se apresenta aqui. Assim, isso faz do acervo do congresso o registro
mais completo do campo na sua própria língua, e é uma razão a mais para ele ser lido.
Em que o campo se apoia
O cânone dos dois
Os quarenta autores mais citados de cada acervo, cruzados por sobrenome e inicial.
26 autores aparecem no topo das duas bibliografias.
O cânone é compartilhado, e é essa a resposta. 26
dos quarenta nomes mais citados aparecem nos dois lugares: o campo lê os mesmos autores, escreva ele
para o congresso ou para a revista.
As duas listas exclusivas é que separam. O que aparece só num dos acervos costuma ser o repertório de uma
especialidade que escolheu aquele lugar, e vale lê-las ao lado da rede de cocitação da seção de
Referências, que mostra como esses nomes se agrupam.
ver os dados
Autor
Onde aparece
FARIAS, P
nos dois
TWYMAN, M
nos dois
BONSIEPE, G
nos dois
LUPTON, E
nos dois
CARDOSO, R
nos dois
NIELSEN, J
nos dois
SANTAELLA, L
nos dois
FRASCARA, J
nos dois
NORMAN, D
nos dois
SPINILLO, C
nos dois
PETTERSSON, R
nos dois
MORAES, A
nos dois
HORN, R
nos dois
PREECE, J
nos dois
FLUSSER, V
nos dois
MIJKSENAAR, P
nos dois
PADOVANI, S
nos dois
COUTINHO, S
nos dois
CAIRO, A
nos dois
LÉVY, P
nos dois
MUNARI, B
nos dois
CYBIS, W
nos dois
GIL, A
nos dois
SHEDROFF, N
nos dois
TUFTE, E
nos dois
MANOVICH, L
nos dois
ARAGÃO, I
CIDI
DONDIS, D
CIDI
BRINGHURST, R
CIDI
BARTHES, R
CIDI
PORTUGAL, C
CIDI
MANZINI, E
CIDI
ARNHEIM, R
CIDI
NIEMEYER, L
CIDI
FILATRO, A
CIDI
MEGGS, P
CIDI
FINIZOLA, F
CIDI
JACOBSON, R
CIDI
LIMA, R
CIDI
DELEUZE, G
CIDI
MAYER, R. E.
InfoDesign
WOGALTER, M. S.
InfoDesign
ENGELHARDT, Y.
InfoDesign
BERTIN, J.
InfoDesign
FOUCAULT, M.
InfoDesign
WALKER, S.
InfoDesign
TVERSKY, B.
InfoDesign
SLESS, D.
InfoDesign
LYNCH, K.
InfoDesign
FONTOURA, A. M.
InfoDesign
A idade da bibliografia
Percentual das entradas com ano identificado, por década da obra citada.
19601%1,1%
19702,4%2,6%
19804,4%4,6%
199013,1%12,6%
200037,4%32,8%
201035,3%36,5%
20206,3%7,6%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
As duas bibliografias envelhecem juntas, e o pico está nas mesmas décadas. É mais
uma evidência de que o cânone é um só.
A média de referências por trabalho separa os dois: 14,1 no congresso e
18,6 na revista. Trabalho de periódico traz mais bibliografia, o que é
esperado de um texto que passou por parecer e respondeu a ele.
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Década
CIDI
InfoDesign
1960
1%
1,1%
1970
2,4%
2,6%
1980
4,4%
4,6%
1990
13,1%
12,6%
2000
37,4%
32,8%
2010
35,3%
36,5%
2020
6,3%
7,6%
O que a pesquisa faz
As mesmas duas perguntas, nos dois acervos
Percentual dos trabalhos de cada acervo, sob a mesma rubrica, aplicada por dois observatórios.
mede desempenho26,8%37,5%
território como objeto36,9%32,3%
território como posição7,8%6,4%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
É aqui que a diferença de gênero aparece. A revista mede mais,
37,5% contra 26,8%, e o congresso
se situa mais, 44,7% contra
38,7% somando os dois níveis.
A leitura que isso sugere: a avaliação de desempenho pede desenho fechado, coleta e resultado, que é o
que um periódico com parecer duplo cego cobra. O congresso aceita o trabalho antes disso, e aceita também o
objeto local, o estudo de caso de uma cidade, de um serviço público, de um acervo daqui.
Não é que o congresso seja menos rigoroso. É que ele é o lugar onde a pesquisa aparece enquanto ainda se
faz, e por isso guarda o que a revista recebe depois, quando já fechou.
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Eixo
CIDI
InfoDesign
mede desempenho
26,8%
37,5%
território como objeto
36,9%
32,3%
território como posição
7,8%
6,4%
O que o trabalho se propõe a fazer
Objetivo principal declarado, sob a mesma rubrica de anatomia, em percentual dos trabalhos lidos de cada acervo.
descrever30,5%23,6%
conceituar15,3%15,8%
propor método11,8%16,5%
avaliar11,2%13,3%
propor artefato14,6%7,8%
relatar experiência7,4%8%
revisar4,7%8,7%
comparar4,4%4,1%
registrar depoimento0%2,3%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
As duas curvas de objetivo têm a mesma forma geral, e divergem em dois pontos que
confirmam a leitura do painel anterior. O congresso descreve e propõe
artefato mais que a revista; a revista propõe método e revisa
mais que o congresso.
Descrever e propor artefato são o que se apresenta quando o trabalho ainda está no objeto. Propor método
e revisar são o que se publica quando o trabalho já se voltou para o campo. É a mesma diferença de gênero,
vista pelo que a autoria diz que está fazendo.
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Objetivo
CIDI
InfoDesign
descrever
30,5%
23,6%
conceituar
15,3%
15,8%
propor método
11,8%
16,5%
avaliar
11,2%
13,3%
propor artefato
14,6%
7,8%
relatar experiência
7,4%
8%
revisar
4,7%
8,7%
comparar
4,4%
4,1%
registrar depoimento
0%
2,3%
Como o campo se define nos dois
Enfoque das definições de design da informação enunciadas no texto: 64 trabalhos aqui e 45 lá.
projetual34,4%36,5%
funcional28,1%31,8%
disciplinar20,3%15,3%
cognitiva12,5%7,1%
sociotécnica3,1%8,2%
crítica1,6%1,2%
CIDI
InfoDesign
ler a análise
Definir o campo é raro nos dois lugares: 3,6% dos
trabalhos varridos aqui e 10,3% lá enunciam o que design da informação é. O
campo trabalha sobre um acordo que quase nunca se explicita.
Quando ele se define, define do mesmo jeito. A ordem dos enfoques é próxima nos dois acervos, o que
reforça o que o cânone compartilhado já dizia: a divergência entre congresso e revista é de gênero do texto,
e não de entendimento do que o campo é.
As contagens são pequenas, e por isso a leitura fica na ordem dos enfoques, e não na distância entre
eles.
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Enfoque
CIDI
InfoDesign
projetual
34,4%
36,5%
funcional
28,1%
31,8%
disciplinar
20,3%
15,3%
cognitiva
12,5%
7,1%
sociotécnica
3,1%
8,2%
crítica
1,6%
1,2%
O método
De onde vem cada lado
Os números do CIDI são os desta base, e os da InfoDesign vêm do
agregado publicado pelo Observatório da
InfoDesign, lido no momento da exportação. O que atravessa são os números que aquele agregado já
publica, mais o arquivo com o vocabulário inteiro da revista; nenhum registro de trabalho dela entra aqui.
É por isso que a barra do lado da revista não clica: ela não teria para onde levar, e barra
que parecesse clicável sem levar a lugar nenhum seria pior do que barra parada.
A seção só existe quando o agregado da irmã está no lugar. Sem ele a exportação não a
monta e o menu não a oferece, porque é preferível que a seção falte a que ela apareça com número velho.
A ponte é de mão dupla. O observatório da revista tem a seção espelho desta, lida do
agregado daqui, e por isso as duas mostram o mesmo par de números a partir de casas diferentes. Reexportar
uma das bases obriga a reexportar e conferir a outra, senão uma das seções passa a comparar contra um
número que já não existe.
Duas camadas se comparam porque foram lidas sob a mesma rubrica: a das abordagens e a da
anatomia, que são as que levam o selo de leitura por modelo. As rubricas estão publicadas nos dois sítios, em
Procedimentos. As demais medidas são de contagem, e por isso não dependem de
leitura.
Como cada base foi construída
Este acervo tem a espinha dorsal no depósito da editora no
Crossref, de onde os registros do CIDI foram isolados pelo campo de evento. Cada DOI foi enriquecido no
OpenAlex, e o texto integral dos arquivos forneceu a camada mais rica: resumo e descritores como a autoria
os imprimiu, a ordem de assinatura, a afiliação declarada e a lista de referências. A separação entre CIDI
e CONGIC, o eixo temático e o tipo de contribuição vêm da listagem da editora, que é a fonte editorial
daqui. A 5ª edição, de 2005, entrou por outro caminho, porque saiu em CD pela própria
SBDI antes de haver depósito, e por isso não traz tópico, campo, citação recebida nem ORCID.
O acervo da revista foi levantado pelo observatório dela a partir do depósito da SBDI
no Crossref e do repositório OAI-PMH do periódico, com o sumário e a página de cada trabalho no portal
lidos um a um, que é de onde vêm a seção declarada, a paginação e os descritores que deixaram de ser
depositados. Também ali cada DOI foi enriquecido no OpenAlex, conferido no DOAJ, e o texto integral dos
arquivos deu resumo, descritores, referências e corpo do artigo. O registro completo está em
infodesignobservatory.org.
O que isso decide na leitura. As duas bases se apoiam nas mesmas fontes externas e
leem o texto integral do mesmo jeito, e por isso descritor, referência, autoria e conceito no texto se
comparam sem ressalva de origem. Onde elas divergem é na fonte editorial: aqui a listagem
da editora, que dá o eixo temático e o tipo de contribuição; lá o portal do periódico, que dá a seção e a
indexação. Uma não tem o equivalente da outra, e é por isso que nenhum painel confronta eixo com seção.
O que esta comparação não alcança
Quatro limites, para que a seção não seja lida além do que ela mede.
Os períodos são diferentes: o CIDI vai de 2005 a 2025 e a
InfoDesign de 2004 a 2026. Onde uma medida depende do tempo, a
comparação é do conjunto de cada acervo, e não de anos equivalentes.
A correspondência de nomes é aproximada, por sobrenome mais inicial, porque os dois
acervos escrevem o nome de jeitos diferentes. Assim, ela vale para o topo das listas, que é onde a seção a usa, e
erraria mais numa varredura de todo o acervo.
Não existe medida de concordância entre os dois observatórios. Cada rubrica tem a sua,
declarada na seção correspondente de cada sítio; o que falta é uma leitura comum dos mesmos trabalhos pelas
duas casas.
Os números da irmã são os da última exportação dela. As duas bases se atualizam em
ritmos próprios, e a data de cada uma está no rodapé do seu sítio.