Esta seção procura conceitos no corpo dos trabalhos, e não entre as palavras-chave.
O que um autor escreve nem sempre é o que ele elege como descritor, e por isso o texto integral registra
deslocamentos que o vocabulário declarado, de atualização mais lenta, não acompanha. Mede-se a prevalência: o
percentual de trabalhos da edição que mencionam o conceito.
Os 53 conceitos são uma
lista escrita pela pesquisa, e não o vocabulário do campo: cada um é uma sonda, com um ou
dois termos de busca, e o que ela mede é onde aquele assunto aparece. O vocabulário que a autoria declara
está em Vocabulário, com 3.027 descritores, e o
agrupamento deles em Eixos emergentes.
O estado de cada conceito
Define-se o estado por dois cortes, e por mais nada. O conceito que só estreia depois da primeira edição está em estreia tardia; entre os demais, quem varia 5 pontos percentuais ou mais entre a primeira edição e a última está em alta ou em queda, e quem varia menos que isso fica estável. O número ao lado do conceito é em quantos trabalhos ele aparece, e o clique abre a busca no texto integral.
São 27 conceitos em alta,
14 estáveis, 8 em queda e
4 de estreia tardia. A maior subida é a de
design da informação, com
31,4 pontos percentuais, e a maior queda é a
de semiótica, com
-16,5.
Em queda estão interação, produto, interface, usabilidade e outros, e o que elas têm em comum é o tipo de perda: nenhuma é um
assunto que sumiu, e sim um nome que cedeu lugar a outro. O campo continua projetando telas quando fala
menos de interface, e continua ensinando quando fala menos de design instrucional.
A estreia tardia data a entrada de um assunto: memória gráfica, visualização de dados, pandemia, decolonial. O quadro geral é de
acúmulo, e não de substituição.
ver os dados
Conceito
Estado
Trabalhos
2005
2025
Variação
design
em alta
1.739
93,8%
98,9%
+5,1 p.p.
design da informação
em alta
1.035
40,2%
71,6%
+31,4 p.p.
leitura
em alta
955
51,5%
57,9%
+6,4 p.p.
metodologia
em alta
935
40,2%
63,4%
+23,2 p.p.
educação
em alta
865
43,3%
57,4%
+14,1 p.p.
cor
em alta
749
37,1%
42,6%
+5,5 p.p.
avaliação
em alta
740
32%
47%
+15 p.p.
ensino
em alta
724
34%
42,1%
+8,1 p.p.
inclusão
em alta
723
33%
51,9%
+18,9 p.p.
tipografia
em alta
703
28,9%
47%
+18,1 p.p.
livro
em alta
688
34%
39,3%
+5,3 p.p.
participação
em alta
592
28,9%
41,5%
+12,6 p.p.
ilustração
em alta
461
19,6%
30,6%
+11 p.p.
narrativa
em alta
459
16,5%
32,8%
+16,3 p.p.
artefato
em alta
387
6,2%
25,7%
+19,5 p.p.
saúde
em alta
379
10,3%
32,2%
+21,9 p.p.
legibilidade
em alta
358
18,6%
28,4%
+9,8 p.p.
gênero
em alta
309
6,2%
25,1%
+18,9 p.p.
acessibilidade
em alta
273
7,2%
29,5%
+22,3 p.p.
experiência do usuário
em alta
269
5,2%
22,4%
+17,2 p.p.
identidade visual
em alta
256
8,2%
18%
+9,8 p.p.
história do design
em alta
224
5,2%
18,6%
+13,4 p.p.
infografia
em alta
143
2,1%
7,1%
+5 p.p.
design editorial
em alta
123
2,1%
9,3%
+7,2 p.p.
análise gráfica
em alta
123
1%
10,4%
+9,4 p.p.
sustentabilidade
em alta
122
3,1%
10,9%
+7,8 p.p.
confiança
em alta
118
2,1%
8,2%
+6,1 p.p.
informação
estável
1.572
89,7%
88,5%
-1,2 p.p.
imagem
estável
1.048
55,7%
53,6%
-2,1 p.p.
cultura
estável
950
52,6%
54,6%
+2 p.p.
design gráfico
estável
727
41,2%
41%
-0,2 p.p.
aprendizagem
estável
652
28,9%
30,6%
+1,7 p.p.
comunicação visual
estável
360
27,8%
29%
+1,2 p.p.
mapa
estável
357
24,7%
22,4%
-2,3 p.p.
fotografia
estável
312
13,4%
16,4%
+3 p.p.
sinalização
estável
200
12,4%
10,4%
-2 p.p.
embalagem
estável
134
8,2%
6,6%
-1,6 p.p.
design instrucional
estável
104
1%
4,4%
+3,4 p.p.
credibilidade
estável
92
7,2%
4,9%
-2,3 p.p.
inteligência artificial
estável
74
9,3%
12,6%
+3,3 p.p.
desinformação
estável
26
3,1%
2,7%
-0,4 p.p.
interação
em queda
977
62,9%
51,4%
-11,5 p.p.
produto
em queda
876
49,5%
37,7%
-11,8 p.p.
interface
em queda
621
45,4%
30,1%
-15,3 p.p.
usabilidade
em queda
480
33%
27,3%
-5,7 p.p.
ergonomia
em queda
314
24,7%
12,6%
-12,1 p.p.
jogo
em queda
276
19,6%
13,7%
-5,9 p.p.
semiótica
em queda
255
24,7%
8,2%
-16,5 p.p.
animação
em queda
207
17,5%
8,2%
-9,3 p.p.
memória gráfica
estreia tardia
174
0%
23%
+23 p.p.
visualização de dados
estreia tardia
132
0%
18%
+18 p.p.
pandemia
estreia tardia
82
0%
9,8%
+9,8 p.p.
decolonial
estreia tardia
14
0%
3,3%
+3,3 p.p.
Temas sociais e públicos
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
É a frente que mais cresce. educação lidera em volume, e
acessibilidade é o caso mais eloquente de crescimento: sai de 7,2%
em 2005 para 29,5% em 2025.
O quadro sustenta a leitura de um campo que se desloca do artefato para o problema: menos sobre como a
informação se apresenta, mais sobre quem ela alcança e a que serve.
ver os dados
Edição
educação
inclusão
participação
saúde
gênero
acessibilidade
2º CIDI 2005
43,3
33
28,9
10,3
6,2
7,2
3º CIDI 2007
39,7
37,1
31
10,3
16,4
8,6
4º CIDI 2009
31,2
34,4
25,8
12,9
15,1
10,8
5º CIDI 2011
52,2
31,2
25,3
12,9
9,1
12,4
6º CIDI 2013
41,9
30,6
30,6
17,2
10,2
7,5
7º CIDI 2015
51,8
38,2
32,4
18,8
20,6
15,3
8º CIDI 2017
47,7
47,7
31,4
26,1
16,3
16,3
9º CIDI 2019
53,6
44,2
33,6
25,9
18,6
16,1
10º CIDI 2021
52,2
44,6
41,4
27,4
17,2
15,9
11º CIDI 2023
48,4
47,8
39,8
27,3
31,1
21,7
12º CIDI 2025
57,4
51,9
41,5
32,2
25,1
29,5
Temas gráficos e técnicos
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
tipografiamemória gráficavisualização de dadossustentabilidadeinteligência artificial
ler a análise
A tipografia se mantém no topo em toda a série, sem sinal de perda: é o núcleo persistente
do campo. Ao lado dela, memória gráfica e visualização de dados sobem de forma consistente.
A inteligência artificial faz uma curva em U: aparece em
9,3% dos trabalhos de
2005, quase sempre em referência estrangeira, desce ao mínimo de
1,1% em 2013 e volta a
12,6% em 2025.
É a frente a observar na próxima edição.
ver os dados
Edição
tipografia
memória gráfica
visualização de dados
sustentabilidade
inteligência artificial
2º CIDI 2005
28,9
0
0
3,1
9,3
3º CIDI 2007
38,8
0,9
0,9
0,9
5,2
4º CIDI 2009
37,6
2,2
4,3
2,2
5,4
5º CIDI 2011
34,9
5,9
5,9
7
3,8
6º CIDI 2013
42,5
4,8
1,6
6,5
1,1
7º CIDI 2015
38,2
10,6
8,2
4,1
1,2
8º CIDI 2017
37,3
8,5
6,5
7,2
2
9º CIDI 2019
36,5
9,1
7,7
8,8
2,2
10º CIDI 2021
43,3
15,9
10,8
10,2
3,2
11º CIDI 2023
46,6
17,4
11,2
8,1
3,7
12º CIDI 2025
47
23
18
10,9
12,6
Conjuntura e crítica
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
A pandemia funciona como marcador de conjuntura: irrompe em
28% dos trabalhos de 2021 e recua em
seguida, o que mostra o congresso reagindo ao presente.
Confiança e credibilidade aparecem de modo constante e discreto, e desinformação permanece marginal.
São temas que o campo toca sem ainda ter constituído como agenda própria.
ver os dados
Edição
confiança
credibilidade
pandemia
desinformação
decolonial
2º CIDI 2005
2,1
7,2
0
3,1
0
3º CIDI 2007
7,8
6,9
0
0,9
0
4º CIDI 2009
6,5
6,5
0
1,1
0
5º CIDI 2011
4,8
6,5
0
1,1
0
6º CIDI 2013
5,9
3,2
0
0,5
0
7º CIDI 2015
5,3
4,7
0
0
0
8º CIDI 2017
6,5
3,3
0
0
0
9º CIDI 2019
8
6,2
0
2,6
0,7
10º CIDI 2021
7
5,1
28
2,5
1,9
11º CIDI 2023
8,7
3,7
12,4
1,2
1,9
12º CIDI 2025
8,2
4,9
9,8
2,7
3,3
Os nomes que o campo dá a si mesmo
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada termo. São termos que aparecem em quase todo trabalho, e por isso servem de linha de base.
designinformaçãodesign da informaçãodesign gráficocomunicação visual
ler a análise
Design da informação é o deslocamento mais forte de toda a seção: sai de
40,2% dos trabalhos da primeira
edição para 71,6% na última. O
campo passou a se nomear por dentro dos próprios textos, e não apenas no título do congresso.
No mesmo período, design gráfico fica onde estava, entre
36% e 53,8% ao longo das
11 edições. A prática permanece, e o nome do campo é que ganhou terreno ao lado dela.
ver os dados
Edição
design
informação
design da informação
design gráfico
comunicação visual
2º CIDI 2005
93,8
89,7
40,2
41,2
27,8
3º CIDI 2007
94,8
86,2
44
37,1
19,8
4º CIDI 2009
95,7
94,6
54,8
38,7
23,7
5º CIDI 2011
95,7
82,8
45,7
53,8
26,9
6º CIDI 2013
100
91,4
69,9
38,2
16,1
7º CIDI 2015
99,4
92,4
62,9
36,5
17,1
8º CIDI 2017
96,1
84,3
51,6
43,1
19
9º CIDI 2019
98,9
84,7
49,3
39,8
16,4
10º CIDI 2021
99,4
93,6
73,9
42,7
14
11º CIDI 2023
100
90,7
68,9
36
18,6
12º CIDI 2025
98,9
88,5
71,6
41
29
Práticas e especialidades
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
interfaceusabilidadeexperiência do usuárioidentidade visualinfografiadesign editorialdesign instrucional
ler a análise
É o grupo que mais se move em direções opostas. Experiência do usuário
sobe e interface cai, ainda que as duas falem de projeto digital: o campo passou a
nomear a experiência onde antes nomeava a tela.
Design instrucional tem vida curta: sobe até 12,9%
em 2011 e volta a
4,4%, enquanto educação e ensino
permanecem altos. O assunto ficou, e a especialidade que o nomeava saiu de cena.
ver os dados
Edição
interface
usabilidade
experiência do usuário
identidade visual
infografia
design editorial
design instrucional
2º CIDI 2005
45,4
33
5,2
8,2
2,1
2,1
1
3º CIDI 2007
37,9
33,6
12,1
13,8
0,9
3,4
4,3
4º CIDI 2009
40,9
32,3
16,1
7,5
4,3
4,3
2,2
5º CIDI 2011
38,7
29,6
13,4
12,4
7,5
5,9
12,9
6º CIDI 2013
31,7
25,8
12,4
10,8
4,8
5,4
6,5
7º CIDI 2015
44,1
28,8
18,8
16,5
6,5
4,7
8,2
8º CIDI 2017
32
31,4
11,8
13,7
10,5
8,5
7,2
9º CIDI 2019
35,4
26,3
19
16,8
11,7
9,5
5,5
10º CIDI 2021
27,4
18,5
10,8
16,6
12,7
7,6
4,5
11º CIDI 2023
28
17,4
16,8
17,4
13
9,9
3,1
12º CIDI 2025
30,1
27,3
22,4
18
7,1
9,3
4,4
Método, ensino e teoria
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
metodologiaensinosemióticahistória do designanálise gráfica
ler a análise
Metodologia sobe de
40,2% para
63,4% dos trabalhos, o que combina com o
que a Anatomia mostra por outro caminho: o campo passou a declarar como fez, e não apenas o que achou.
Semiótica é a única base teórica em recuo claro, de
24,7% para
8,2%, e a história do design
faz o caminho inverso, junto com a memória gráfica do grupo anterior.
ver os dados
Edição
metodologia
ensino
semiótica
história do design
análise gráfica
2º CIDI 2005
40,2
34
24,7
5,2
1
3º CIDI 2007
38,8
29,3
15,5
7,8
7,8
4º CIDI 2009
38,7
32,3
20,4
14
4,3
5º CIDI 2011
45,2
45,7
15,6
8,1
5,9
6º CIDI 2013
53,2
38,2
17,7
10,8
7
7º CIDI 2015
47,6
41,8
11,2
12,9
7,1
8º CIDI 2017
56,2
37,9
11,1
13,1
5,2
9º CIDI 2019
58,8
50,4
13,5
13,5
5,5
10º CIDI 2021
61,1
38,9
14
14,6
12,1
11º CIDI 2023
57,1
41
13,7
16,1
7,5
12º CIDI 2025
63,4
42,1
8,2
18,6
10,4
Linguagem gráfica e artefatos
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
imagemcorilustraçãoartefatomapafotografiaanimação
ler a análise
Artefato é a subida mais forte do grupo, de 6,2% para 25,7%: é a palavra com que o campo passou a nomear o que projeta, e ela chega junto com a memória gráfica e a história do design.
Imagem e animação recuam, e cor fica onde estava. O que se lê aqui é troca de vocabulário dentro da mesma prática, e não abandono de assunto.
ver os dados
Edição
imagem
cor
ilustração
artefato
mapa
fotografia
animação
2º CIDI 2005
55,7
37,1
19,6
6,2
24,7
13,4
17,5
3º CIDI 2007
53,4
39,7
32,8
13,8
12,1
17,2
11,2
4º CIDI 2009
63,4
40,9
32,3
7,5
17,2
14
11,8
5º CIDI 2011
60,2
41,9
21
8,6
18,8
14
15,6
6º CIDI 2013
63,4
41,9
26,3
22,6
19,9
20,4
10,8
7º CIDI 2015
64,1
41,2
25,9
20
17,1
15,9
14,1
8º CIDI 2017
60,1
46,4
25,5
30,1
17,6
19,6
15
9º CIDI 2019
56,9
46,4
24,1
27,4
21,9
16,4
11,7
10º CIDI 2021
58,6
40,8
22,9
32,5
24,2
20,4
8,9
11º CIDI 2023
59,6
39,1
28
29,2
22,4
23,6
5,6
12º CIDI 2025
53,6
42,6
30,6
25,7
22,4
16,4
8,2
Leitura, livro e narrativa
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
leituraculturalivronarrativalegibilidade
ler a análise
Narrativa quase dobra, de 16,5% para 32,8%, e legibilidade sobe de 18,6% para 28,4%. São dois modos de falar de leitura que convivem: um mede o olho, o outro conta a história.
Leitura permanece no patamar mais alto do grupo em toda a série, o que era de esperar num campo que se define pela informação apresentada a alguém.
ver os dados
Edição
leitura
cultura
livro
narrativa
legibilidade
2º CIDI 2005
51,5
52,6
34
16,5
18,6
3º CIDI 2007
54,3
49,1
38,8
22,4
19,8
4º CIDI 2009
54,8
47,3
37,6
20,4
21,5
5º CIDI 2011
53,8
52,2
31,7
17,2
17,7
6º CIDI 2013
51,1
54,3
33,3
18,3
22,6
7º CIDI 2015
49,4
50,6
40,6
27,1
18,8
8º CIDI 2017
54,2
52,9
42,5
26,8
20,3
9º CIDI 2019
54
56,6
45,6
29,2
20,1
10º CIDI 2021
54,8
47,1
40,1
29,3
17,8
11º CIDI 2023
55,3
64,6
37,3
36,6
14,9
12º CIDI 2025
57,9
54,6
39,3
32,8
28,4
Uso, aprendizagem e avaliação
Percentual de trabalhos da edição que mencionam cada conceito.
Duas palavras da tradição projetual recuam juntas: produto, de 49,5% para 37,7%, e ergonomia, de 24,7% para 12,6%. Aprendizagem fica onde estava, de 28,9% para 30,6%, com um pico de 44,1% em 2011 no meio do caminho.
Avaliação faz o caminho contrário, e combina com a subida de metodologia: o campo passou a declarar como verificou o que fez.
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Edição
interação
produto
avaliação
aprendizagem
ergonomia
jogo
sinalização
embalagem
2º CIDI 2005
62,9
49,5
32
28,9
24,7
19,6
12,4
8,2
3º CIDI 2007
53,4
50,9
38,8
31,9
22,4
21,6
11,2
6
4º CIDI 2009
54,8
50,5
41,9
34,4
22,6
14
8,6
7,5
5º CIDI 2011
56,5
53,2
38,7
44,1
23,1
11,8
12,4
8,1
6º CIDI 2013
53,2
50,5
39,8
35,5
21
12,9
12,4
9,1
7º CIDI 2015
57,1
50
40
38,2
15,9
14,7
7,6
4,7
8º CIDI 2017
55,6
49,7
47,7
37,3
19,6
18,3
13,1
6,5
9º CIDI 2019
61,3
57,3
47,8
42,7
16,8
18,6
14,6
9,1
10º CIDI 2021
52,2
39,5
38,2
40,1
10,8
10,8
8,9
5,1
11º CIDI 2023
45,3
49,7
37,9
30,4
11,2
16,8
9,3
10,6
12º CIDI 2025
51,4
37,7
47
30,6
12,6
13,7
10,4
6,6
Tópicos latentes
Modelagem de tópicos por LDA sobre 1.670 resumos em português, com dez tópicos. O peso é a fração da edição atribuída ao tópico.
Este painel chega ao mesmo objeto pelo caminho oposto ao dos anteriores. Ali, conceitos
escolhidos por nós e procurados no texto; aqui, tópicos que o modelo encontra sozinho, sem lista
preparada. Quando os dois concordam, a leitura fica bem mais firme.
E concordam. O tópico de memória gráfica, produção e artefatos sai de 6,3% em 2013 para
12,3% em 2025, e os dois tópicos de usuários, interação e sistema recuam no mesmo período.
É o deslocamento que o rastreamento de conceitos mostrou: o campo deixa de tematizar o suporte para
tematizar o problema.
Os rótulos dos tópicos são os seus termos mais prováveis, e não nomes dados por alguém. Ler um tópico
exige olhar a lista inteira de termos, na tabela.
ver os dados
Tópico
Termos
2005
2007
2009
2011
2013
2015
2017
2019
2021
2023
2025
0
usuários, desenvolvimento, sistema, interface, usabilidade, interação, apresenta, avaliação
elementos, linguagem, visuais, gráfica, gráficos, representação, imagens, cidade
13.2%
11.1%
14.1%
10.4%
12.3%
10.6%
9.3%
10.1%
8.4%
12%
8.9%
O que mais cresce
Diferença em pontos percentuais entre a primeira e a última edição.
ler a análise
A comparação de ponta a ponta separa o que é tendência do que é oscilação. Os primeiros
colocados desenham a agenda que o campo construiu ao longo do período.
Vale a ressalva de método: a prevalência mede menção, e não centralidade. Um trabalho
que cita acessibilidade de passagem conta igual a um que a toma por objeto. O painel seguinte separa
essas duas condições. E alguns termos são polissêmicos, como gênero, que reúne gênero textual e
gênero social.
ver os dados
Conceito
Trabalhos
2005
2025
Variação
design da informação
1.035
40.2%
71.6%
+31.4 p.p.
metodologia
935
40.2%
63.4%
+23.2 p.p.
memória gráfica
174
0%
23%
+23 p.p.
acessibilidade
273
7.2%
29.5%
+22.3 p.p.
saúde
379
10.3%
32.2%
+21.9 p.p.
artefato
387
6.2%
25.7%
+19.5 p.p.
gênero
309
6.2%
25.1%
+18.9 p.p.
inclusão
723
33%
51.9%
+18.9 p.p.
tipografia
703
28.9%
47%
+18.1 p.p.
visualização de dados
132
0%
18%
+18 p.p.
experiência do usuário
269
5.2%
22.4%
+17.2 p.p.
narrativa
459
16.5%
32.8%
+16.3 p.p.
avaliação
740
32%
47%
+15 p.p.
educação
865
43.3%
57.4%
+14.1 p.p.
história do design
224
5.2%
18.6%
+13.4 p.p.
participação
592
28.9%
41.5%
+12.6 p.p.
ilustração
461
19.6%
30.6%
+11 p.p.
identidade visual
256
8.2%
18%
+9.8 p.p.
pandemia
82
0%
9.8%
+9.8 p.p.
legibilidade
358
18.6%
28.4%
+9.8 p.p.
análise gráfica
123
1%
10.4%
+9.4 p.p.
ensino
724
34%
42.1%
+8.1 p.p.
sustentabilidade
122
3.1%
10.9%
+7.8 p.p.
design editorial
123
2.1%
9.3%
+7.2 p.p.
leitura
955
51.5%
57.9%
+6.4 p.p.
confiança
118
2.1%
8.2%
+6.1 p.p.
cor
749
37.1%
42.6%
+5.5 p.p.
livro
688
34%
39.3%
+5.3 p.p.
design
1.739
93.8%
98.9%
+5.1 p.p.
infografia
143
2.1%
7.1%
+5 p.p.
design instrucional
104
1%
4.4%
+3.4 p.p.
decolonial
14
0%
3.3%
+3.3 p.p.
inteligência artificial
74
9.3%
12.6%
+3.3 p.p.
fotografia
312
13.4%
16.4%
+3 p.p.
cultura
950
52.6%
54.6%
+2 p.p.
aprendizagem
652
28.9%
30.6%
+1.7 p.p.
comunicação visual
360
27.8%
29%
+1.2 p.p.
design gráfico
727
41.2%
41%
-0.2 p.p.
desinformação
26
3.1%
2.7%
-0.4 p.p.
informação
1.572
89.7%
88.5%
-1.2 p.p.
embalagem
134
8.2%
6.6%
-1.6 p.p.
sinalização
200
12.4%
10.4%
-2 p.p.
imagem
1.048
55.7%
53.6%
-2.1 p.p.
credibilidade
92
7.2%
4.9%
-2.3 p.p.
mapa
357
24.7%
22.4%
-2.3 p.p.
usabilidade
480
33%
27.3%
-5.7 p.p.
jogo
276
19.6%
13.7%
-5.9 p.p.
animação
207
17.5%
8.2%
-9.3 p.p.
interação
977
62.9%
51.4%
-11.5 p.p.
produto
876
49.5%
37.7%
-11.8 p.p.
ergonomia
314
24.7%
12.6%
-12.1 p.p.
interface
621
45.4%
30.1%
-15.3 p.p.
semiótica
255
24.7%
8.2%
-16.5 p.p.
Assunto ou vocabulário de passagem
Só conceitos com ao menos 40 menções. A abertura é o título, o resumo e as palavras-chave; o corpo é o texto integral.
ler a análise
Os painéis anteriores contam menção. Este pergunta outra coisa: quando o conceito
aparece, o trabalho está falando dele? Um conceito anunciado no título, no resumo ou nas
palavras-chave é assunto declarado; o mesmo conceito só no corpo do texto é vocabulário de passagem.
A distância entre os extremos é grande. design é declarado em
83,2% das vezes em que aparece, e credibilidade
em 0%. O primeiro é um assunto do campo; o último é uma palavra que o campo
usa para falar de outras coisas.
A leitura útil está no fim da lista. Um conceito muito mencionado e pouco declarado é infraestrutura
conceitual: está em toda parte, sustenta o argumento e quase nunca é o argumento. O caso extremo é
credibilidade, com 92 menções e
0 trabalhos que a anunciam:
o campo fala dela sem nunca a tomar por objeto. Comparar esta ordem com a da prevalência mostra quais
termos o campo discute e quais ele apenas fala.