O que este sítio publica é um estudo cientométrico de cobertura censitária do acervo do
CIDI, com camadas interpretativas de leitura aplicadas sob rubrica escrita antes, oferecido
como plataforma navegável e base aberta. Adotou-se cobertura censitária, de modo a dispensar amostra: entram os 1.776 trabalhos das
11 edições. As camadas são interpretativas porque três das seções julgam cada trabalho,
um a um, sob critério publicado, em lugar de contabilizar o que o metadado já registra.
A base vem de três fontes, e o texto integral é a de maior densidade informacional. As regras de decisão estão ao final
desta página, em Procedimentos; o registro completo do método acompanha o artigo em preparação e pode ser
pedido pela seção Contato.
Por que um observatório
Este é o argumento que motiva o projeto; o que vem a seguir é como ele foi executado.
O CIDI acumula, em mais de duas décadas, um corpo de conhecimento com baixa presença nas
infraestruturas cientométricas que organizam o reconhecimento acadêmico. Os anais não estão
indexados nas bases de maior alcance, e nesta base 20% dos trabalhos registram ao menos uma
citação recebida.
A consequência é operacional antes de ser política. Sem indexação, o campo carece de instrumento para
descrever a própria trajetória, e sua agenda temática, sua estrutura de autoria, sua geografia
institucional e seu padrão de citação permanecem acessíveis sobretudo pela memória de quem participou.
Esta plataforma constitui esse instrumento em regime de autoindexação: dados abertos,
método declarado e leitura situada, aplicados ao acervo integral. Sua função é complementar à das bases
internacionais, tornando a produção do campo localizável, citável e discutível a partir de critérios
explicitados.
Sobre o uso do termo observatório
Os cinco compromissos constituem o critério pelo qual esta plataforma pode ser avaliada; as duas ressalvas delimitam onde ele ainda não é integralmente atendido.
A designação observatório tem uso corrente na política científica, onde nomeia uma estrutura
caracterizada por cinco compromissos. Declará-los é condição para que a designação seja verificável.
Continuidade: a observação é recorrente, e não se encerra em levantamento único.
Sistematicidade: o método é declarado e reprodutível. Indicadores: à
constituição do acervo corresponde a produção de medidas comparáveis no tempo.
Devolução: os resultados retornam à comunidade observada. Não
intervenção: a observação descreve o campo sem avaliar seus integrantes.
Os procedimentos adotados para atendê-los: a cobertura é censitária, alcançando os
1.776 trabalhos das 11 edições; o método está publicado, e as rubricas
das camadas interpretativas constam de Procedimentos; cada versão é registrada em
Histórico de versões, de modo que um número citado possa ser localizado no tempo; o
arquivo processado pela plataforma é o mesmo disponibilizado em Dados abertos; e os
ordenamentos publicados têm função descritiva, sem constituir medida de mérito.
Duas ressalvas ao escopo atual. A continuidade repousa sobre manutenção individual: um
observatório em sentido estrito dispõe de equipe e de mandato institucional, ao passo que aqui a
periodicidade de atualização está condicionada a quem mantém a plataforma. As três seções assinaladas com
IA excedem o escopo próprio de um observatório, pois julgam trabalho a
trabalho sob rubrica declarada, procedimento característico da análise de conteúdo e distinto da construção de
indicadores. Essas seções constituem um estudo, com argumento próprio e sujeito a refutação,
e devem ser lidas como tal.
Como a base foi construída
A espinha dorsal vem do Crossref, onde a Editora Blucher deposita os DOIs. Foram varridos os
42.342 registros do prefixo da editora e isolados os do CIDI pelo campo de evento.
Cada DOI foi enriquecido no OpenAlex, que acrescenta idioma, ORCID, tópicos e citações.
O texto integral dos PDFs forneceu: resumo e palavras-chave
declarados pelos autores em cada idioma, ordem de autoria conforme impressa, afiliação institucional e referências.
Autoria e instituições passaram por desambiguação: 2.377 pesquisadores e
159 instituições canônicas.
As quatro primeiras edições, de 2005 a 2011, entraram por outro caminho. Elas
saíram em CD, pela própria SBDI, antes de a Blucher passar a depositar DOI, e por isso não têm
registro no Crossref nem no OpenAlex. O que se sabe delas vem do índice de cada disco, que dá
título, autoria, congresso e modalidade, e do texto dos PDFs, de onde saem resumo, palavras-chave e
referências. Assim, as linhas entram antes da desambiguação, e recebem o mesmo tratamento das
demais.
Os arquivos daquela edição, do CIDI e do CONGIC, foram disponibilizados pela Profa. Dra.
Doris Kosminsky, do PPGAV e do PPGD da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a quem o
projeto agradece.
Os discos da 2ª, da 3ª e da 4ª edições, de 2005, 2007 e 2009, foram
disponibilizados pela Profa. Dra. Kelli Cristine Assis Silva Smythe, da
Universidade Federal do Paraná, que integra a equipe do projeto.
De quem são os trabalhos
Verificado no registro de cada trabalho, no repositório da editora.
Os anais do CIDI são publicados pela Editora Blucher, na série Blucher
Design Proceedings, ISSN 2318-6968. Cada trabalho declara no seu registro a licença
Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, e a editora declara que a
autoria mantém os direitos sobre o próprio texto.
Esta plataforma não publica os trabalhos: ela os lê, conta, cruza e devolve o caminho de
volta. O que ela guarda do texto integral são as camadas de que as análises precisam e o
índice que sustenta a busca; o trecho mostrado num resultado é citação do trabalho, e leva ao
original. Cada ficha nomeia a autoria, a edição, o DOI e o arquivo na Blucher, que é a
atribuição que a licença pede.
As quatro edições em CD, de 2005 a 2011, são outro caso. Elas foram promovidas
e realizadas pela própria SBDI, sem editora comercial e sem licença declarada no disco, e só a de
2009 traz ISBN. Como não há registro de editora para onde apontar, optou-se por servir o arquivo de
cada trabalho por esta plataforma, de modo a manter o acesso que o disco dava; assim, a atribuição
continua sendo a mesma, com autoria, edição e caminho para o arquivo.
A autoria que quiser corrigir o que consta de si, retirar dessas edições o seu trabalho do acesso
por aqui, ou discutir o que aparece do seu trabalho, pode escrever pela seção
Contato.
Cobertura
Resumo dos autores em 99,5% dos trabalhos, palavras-chave em 98,7%, referências em 99,1%.
São 1.776 trabalhos,
somando 19.008 páginas, 23.976 referências e
6.627 termos de indexação.
Limites que a leitura deve considerar
O CIDI é bienal desde 2003, e a 1ª edição, daquele ano, é a única que esta base não alcança. A
publicação com DOI começa na 6ª edição, em 2013, e as quatro anteriores, de 2005 a 2011, entraram a
partir dos CDs dos anais. Por isso, essas quatro têm cobertura menor: sem registro no Crossref e no
OpenAlex, elas não trazem tópico, campo, citação recebida nem ORCID, e a afiliação institucional só
existe onde o próprio texto a declara. Assim, o recorte Procedência, no Catálogo, separa os
dois conjuntos.
Os anais reúnem CIDI e CONGIC num mesmo volume, e os metadados depositados não distinguem os dois
eventos. Por isso, a separação foi recuperada da listagem do portal da editora, e está disponível
como filtro.
As palavras-chave são as declaradas pelos autores, sem vocabulário controlado. A separação das referências
em entradas é heurística.
Quatro trabalhos não têm arquivo no repositório da editora; três deles tiveram resumo e referências
recuperados da página do portal.
A equipe
A lista segue a ordem da autoria, e o resumo de cada pessoa foi tomado do Lattes. O currículo
completo fica lá, que é a fonte oficial e data cada afirmação, e o elo ao pé de cada ficha leva a ele.
Optou-se por publicar apenas o resumo, ao lado do papel que cada pessoa teve no trabalho, de modo a
declarar de onde vem a competência que sustenta cada camada. Assim, as instituições nomeadas registram a
trajetória de quem assina.
Tiago Barros Pontes e Silva
concepção, mineração e consolidação da base, rubricas das camadas interpretativas, arquitetura da informação, redação, desenvolvimento e manutenção
Professor Associado do Departamento de Design da Universidade de Brasília (UnB), onde ingressou em 2006. Coordenou os Cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Design, além de atuar em representações da administração superior, como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e a Câmara de Pesquisa e Extensão (CPP). É Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028) e foi Presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Design da Área 29 da CAPES (2024-2025). Atuou como Membro de Comissões Assessoras de Área do INEP/MEC em Design e Formação Geral. Como pesquisador do PPG Design, dedica-se às áreas de Ergonomia Cognitiva, Design de Interação, da Informação, Visualização de Dados e de Jogos com Propósito, com foco em tarefas cognitivas complexas, pensamento computacional, IA generativas, saúde, aprendizagem e ludicidade. Foi responsável pela elaboração e submissão da Proposta de Criação do Doutorado Acadêmico em Design da UnB, aprovada pela CAPES em 2024. Doutor em Arte (2014) pela UnB, na linha de Arte e Tecnologia, com pesquisa em Arte Computacional Evolutiva. Mestre em Psicologia (2006) pela UnB, com ênfase em Ergonomia Cognitiva, e Bacharel em Design nas Habilitações de Projeto de Produto (2002) e Programação Visual (2003) pela mesma universidade.
revisão dos dados das obras, do conteúdo, das funcionalidades, da arquitetura da informação e da interface
Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde atua na graduação em Design e é Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Design. Coordena o projeto de pesquisa Desenvolvimento de material instrucional do método de coleta de dados Wayfinding Information Behavior (WIB) e o projeto de extensão Design e Comunicação para a Saúde. É líder do grupo de pesquisa Design Digital e da Informação e integra o grupo Ergonomia, Usabilidade e Desenvolvimento de Produto, ambos registrados no CNPq. Na Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI), foi Vice-Presidente (2020-2025) e é Presidente (2026-2028), e integra o corpo editorial das revistas Ergodesign HCI e InfoDesign. Como pesquisadora, dedica-se ao Design da Informação, a sistemas de wayfinding, ao Design Centrado no Ser Humano, a processos de design, à comunicação de risco, à experiência do usuário e à acessibilidade, e também ministra cursos e presta consultorias em design informacional e metodologias centradas nas pessoas. Pós-Doutora em Design pela UFPR (2018-2019), com pesquisa sobre análise de processos avaliativos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência visual, financiada pelo CNPq. Doutora em Design pela UFPR (2018), na linha de Sistemas de Informação, Mestre em Design pela mesma instituição (2014), como bolsista CAPES, e Graduada em Design Gráfico.
revisão dos dados das obras, do conteúdo, das funcionalidades, da arquitetura da informação e da interface
Professora Adjunta do Departamento de Ciências do Consumo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Como pesquisadora, dedica-se ao design da informação, ao design editorial, ao livro, à produção gráfica, à tipografia e a experimentações gráficas. Sua experiência profissional é em Design Gráfico, com ênfase em Design Editorial de livros, catálogos e jornais, e também em criação de identidade visual, efêmeros e projetos culturais. Recebeu o Brasil Design Award e o Prêmio Clap, foi finalista do Prêmio Jabuti e recebeu o prêmio de melhor artigo da área de Design da Informação no Congresso Internacional de Design da Informação (CIDI) de 2021. Doutora em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com pesquisa sobre a prática contemporânea do design de livros a partir do conceito de materialidade probabilística. Mestre em Design pela mesma instituição, com pesquisa sobre as possibilidades semânticas na materialidade e no projeto gráfico do livro, e Graduada em Design, com pesquisa sobre o uso do papel nos livros como elemento comunicativo.
revisão dos dados das obras, do conteúdo, das funcionalidades, da arquitetura da informação e da interface
Professora Associada do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), onde atua também no curso de Design. É Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Design da FAU-USP (2025-2026) e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028), onde foi líder do Grupo de Interesse Especial em Saúde (2024-2025). Integra o comitê executivo da European Academy of Design e o Grupo de Interesse Especial em Saúde Global da Design Research Society (DRS). Lidera o Grupo de Pesquisa Design e Inovação em Saúde (CNPq) e coordena o Laboratório de Pesquisa Design para Saúde. Foi editora gerente da InfoDesign (2022-2024) e atua como revisora de periódicos científicos internacionais e da FAPESP. Como pesquisadora, dedica-se ao design para saúde, ao design da informação, ao design centrado no humano e ao design visual. Doutora e Mestre em Design pela FAU-USP, e Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição.
O Observatório é uma ação promovida pela Sociedade
Brasileira de Design da Informação, construída no âmbito de pesquisa acadêmica. Os anais são publicados
pela Editora Blucher, e cada trabalho tem DOI próprio.
A equipe responde pela proposição e pela manutenção da plataforma, e também pelas questões legais que ela
envolve, com autonomia para conduzir o trabalho e prestação de contas à Diretoria da Sociedade.
A base é viva, e correções entram na próxima versão. Para propor correção de autoria, de vínculo
institucional ou de referência, e para pedir o banco completo, o caminho é
Contato. A forma de referência está em Como citar, e o
que mudou a cada versão em Histórico de versões.
Como as camadas interpretativas foram classificadas
A anatomia e a camada de definição interpretam o que cada trabalho diz de si, e por isso não se
decidem sozinhas: elas foram lidas por modelo de linguagem, sob rubrica escrita pela pesquisa, com dois
juízes e desempate. O procedimento e as rubricas aplicadas estão em
Procedimentos.