Esta plataforma apresenta um estudo cientométrico do CIDI, isto é, um estudo que usa
números para descrever a produção científica do congresso. O estudo inclui todos os
1.837 trabalhos publicados nas 12 edições, sem amostragem. A maior
parte das seções conta informações já registradas sobre cada trabalho, como autoria, ano e palavras-chave. Em
quatro seções, além disso, cada trabalho foi lido e classificado individualmente, segundo critérios
publicados. Os dados vêm de três fontes, e o texto completo dos trabalhos é a mais rica delas. Os critérios de
classificação estão em Procedimentos, no fim desta página. A descrição completa do método acompanha um artigo
em preparação e pode ser pedida pela seção Contato.
Por que um observatório
Este painel explica por que o projeto existe. Os painéis seguintes explicam como ele foi feito.
O CIDI publica trabalhos há mais de duas décadas. Esses trabalhos aparecem pouco nas grandes
bases internacionais que registram as publicações científicas e contam as suas citações. Essas bases
influenciam o reconhecimento acadêmico de pesquisadores e de revistas. Os anais do CIDI não estão nas bases de
maior alcance. Entre os trabalhos com DOI desta base, 20% receberam ao menos uma citação
registrada.
Isso cria, antes de tudo, um problema prático, e só depois um problema político. Fora dessas bases, o campo
não tem um instrumento para descrever a própria história. Os temas estudados, quem escreve, de onde escreve e
quem cita quem ficam guardados principalmente na memória de quem participou.
Esta plataforma é esse instrumento. Ela organiza e publica os dados do próprio campo. Um modelo de IA (Claude) deu a
esse trabalho o nome de autoindexação. Os dados são abertos, o método está publicado, e cada
interpretação informa de que ponto de vista foi feita. A plataforma inclui o acervo inteiro. Ela complementa as
bases internacionais e permite encontrar, citar e discutir a produção do campo a partir de critérios
conhecidos.
Sobre o uso do termo observatório
Os cinco compromissos são o critério para avaliar esta plataforma. As duas ressalvas mostram onde ela ainda não os cumpre por inteiro.
Na política científica, a palavra observatório costuma nomear uma estrutura que assume cinco
compromissos. Esta página lista os cinco para que qualquer pessoa possa conferir se a plataforma os
cumpre.
Continuidade: a observação se repete ao longo do tempo e não termina num único levantamento.
Sistematicidade: o método é publicado e pode ser repetido por outras pessoas.
Indicadores: além de reunir o acervo, o observatório produz medidas que podem ser comparadas
ao longo do tempo. Devolução: os resultados voltam para a comunidade estudada. Não
intervenção: a observação descreve o campo e não avalia as pessoas que fazem parte dele.
Para cumprir esses compromissos, foram tomadas cinco providências. O estudo inclui
todos os 1.837 trabalhos das 12 edições, sem amostragem. O método está
publicado, e os critérios usados nas seções de classificação estão em Procedimentos.
Cada versão da plataforma fica registrada em Histórico de versões, para que quem citar um
número saiba de qual versão ele veio. O arquivo de dados que a plataforma usa é o mesmo oferecido em
Dados abertos. As listas ordenadas que a plataforma publica descrevem o acervo e não medem o
mérito de ninguém.
Duas ressalvas sobre o alcance atual. A primeira é que a continuidade depende de quem mantém
a plataforma. Um observatório no sentido estrito tem uma equipe e uma instituição que o encarrega da tarefa.
Aqui, a frequência das atualizações depende de quem mantém a plataforma. A segunda é que as três seções marcadas
com IA vão além do que um observatório faz. Nelas, cada trabalho foi
classificado individualmente, segundo critérios publicados. Esse procedimento é próprio da análise de conteúdo,
um método de pesquisa que interpreta textos, e é diferente de construir indicadores. Por isso, essas seções
formam um estudo, com argumento próprio e sujeito a contestação, e devem ser lidas como
tal.
Como a base foi construída
A maior parte dos dados vem do Crossref, a base onde as editoras registram os DOIs, os
códigos que identificam cada publicação na internet. A Editora Blucher, que publica os anais do CIDI, registra
os seus DOIs lá. Um programa escrito pelo modelo examinou os 42.342 registros com o prefixo da
Blucher, a parte inicial do DOI que identifica a editora. Depois, o programa separou os do CIDI pelo campo que
informa o evento.
Os dados de cada DOI foram completados com o OpenAlex, uma base pública da produção
científica mundial. Ele acrescentou a língua do trabalho, o ORCID dos autores (o código que identifica cada
pesquisador), os temas e as citações recebidas.
O texto completo dos PDFs forneceu o resumo e as palavras-chave escritos pelos autores em
cada língua, a ordem dos autores como aparece impressa, as instituições dos autores e as referências.
Os nomes de autores e de instituições foram padronizados, para que a mesma pessoa ou instituição escrita de
formas diferentes fosse contada uma vez só. O resultado são 2.404 pesquisadores e
159 instituições.
As cinco edições mais antigas da série, de 2003 a 2011, foram incluídas de outra forma.
Elas foram publicadas pela própria SBDI, antes de a Blucher começar a registrar DOIs. Por isso, não estão no
Crossref nem no OpenAlex. As edições de 2005 a 2011 saíram em CD, e os dados delas vêm de duas partes de cada
disco. O índice informa título, autores, congresso e modalidade. O texto dos PDFs fornece resumo,
palavras-chave e referências. A edição de 2003 chegou como uma pasta de PDFs, sem índice. Por isso, o
congresso, o eixo e a modalidade de cada trabalho de 2003 vêm das listas de trabalhos aprovados que a SBDI
publicou no site do congresso em 2003. Essas listas foram recuperadas do Internet Archive, um arquivo público
de páginas antigas da internet. Esses dados entram antes da padronização dos nomes e recebem o mesmo
tratamento dos demais.
Os arquivos da 1ª edição, de 2003, do CIDI e do CONGIC, foram cedidos pela
Profa. Dra. Solange Galvão Coutinho, do Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade
Federal de Pernambuco e conselheira da SBDI. O projeto agradece a ela.
Os arquivos da 5ª edição, de 2011, do CIDI e do CONGIC, o congresso de iniciação científica
publicado nos mesmos anais, foram cedidos pela Profa. Dra. Doris Kosminsky, do PPGAV e do PPGD
da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O projeto agradece a ela.
Os discos da 2ª, da 3ª e da 4ª edições, de 2005, 2007 e 2009, foram cedidos pela
Profa. Dra. Kelli Cristine Assis Silva Smythe, da Universidade Federal do Paraná, que faz
parte da equipe do projeto.
De quem são os trabalhos
O modelo conferiu a licença no registro de dois trabalhos, um de 2014 e um de 2024, no repositório da editora.
Os anais do CIDI são publicados pela Editora Blucher, na série Blucher Design Proceedings,
ISSN 2318-6968. O registro de cada trabalho informa a licença Creative Commons Atribuição 4.0
Internacional. Essa licença permite usar o texto desde que os autores sejam citados. A editora informa
que os autores mantêm os direitos sobre o próprio texto.
Esta plataforma não publica os trabalhos. Ela os conta, compara e indica onde encontrá-los. Do texto
completo, ela guarda apenas as partes que as análises usam e o índice que permite a busca. O trecho mostrado
num resultado de busca é uma citação do trabalho e tem um link para o original. A ficha de cada trabalho
informa os autores, a edição, o DOI e o arquivo no site da Blucher. É essa a atribuição que a licença
exige.
As cinco edições sem DOI, de 2003 a 2011, são um caso diferente. Elas foram organizadas pela
própria SBDI, sem editora comercial, e o disco não informa licença. Só a edição de 2009 tem ISBN. Como não há
registro de editora para indicar, os pesquisadores responsáveis decidiram oferecer o arquivo de cada trabalho
nesta plataforma. Assim, continua existindo o acesso que o disco dava. A atribuição é a mesma das outras
edições: autores, edição e link para o arquivo.
Os autores podem escrever pela seção Contato para corrigir os dados sobre si, para
retirar desta plataforma o arquivo de um trabalho publicado em CD ou para discutir o que aparece sobre o seu
trabalho.
Cobertura
O resumo dos autores está disponível em 99,1% dos trabalhos, as palavras-chave em 98,4% e as referências em 96,1%.
São 1.837 trabalhos,
com um total de 19.813 páginas, 24.710 referências e
6.836 palavras-chave, contando cada vez que uma palavra-chave aparece num
trabalho.
Limites dos dados
O CIDI acontece a cada dois anos desde 2003, e esta base tem as doze edições, da 1ª, de 2003, à 12ª, de
2025. Os trabalhos com DOI começam na 6ª edição, em 2013. As cinco edições anteriores, de 2003 a 2011, foram
incluídas a partir dos arquivos dos anais. Por isso, essas cinco edições têm menos informação. Como não estão no Crossref nem
no OpenAlex, elas não têm tema, campo, citações recebidas nem ORCID. A instituição dos autores só aparece
quando o próprio texto a informa. O filtro Procedência, no Catálogo, separa os dois conjuntos.
Os anais reúnem o CIDI e o CONGIC no mesmo volume. Nem os dados registrados pela editora nem os discos das
primeiras edições separam sempre os dois eventos. O modelo fez essa separação com
cinco fontes, uma para cada fase do acervo. A separação está disponível como filtro.
As palavras-chave são as escolhidas pelos autores, sem uma lista fixa de termos. A divisão da lista de
referências em referências individuais é feita por regras aproximadas e pode conter erros.
A plataforma não mostra a distribuição dos tipos de contribuição. A lista da editora
informa o tipo de cada trabalho de 2013 a 2021. Cada tipo, porém, vem de
uma classificação própria da edição que o usou: «artigo curto» aparece em 2021,
«pôster» em 2015, 2017 e «resumo» em
2011. Somar os quatro tipos num gráfico
compararia edições, e não tipos. Por isso, a plataforma não mostra esse gráfico nem oferece o tipo de
contribuição nos cruzamentos. O tipo continua na ficha de cada trabalho e nos arquivos de dados
abertos.
Quatro trabalhos não têm arquivo no repositório da editora. Para três deles, o resumo e as referências foram
obtidos na página do trabalho no portal da editora.
A equipe
A lista segue a ordem de autoria do projeto. O resumo de cada pessoa foi copiado do Lattes, a plataforma
brasileira de currículos de pesquisadores. O currículo completo fica no Lattes, que é a fonte oficial e informa
a data de cada informação. O link no pé de cada ficha leva até ele. Cada ficha traz também o registro ORCID e o
perfil no LinkedIn. Os pesquisadores responsáveis publicaram apenas o resumo, ao lado do papel que cada pessoa
teve no trabalho. Assim, quem lê sabe de onde vem a formação que sustenta cada parte do estudo. As instituições
que aparecem nas fichas fazem parte da trajetória de cada pessoa.
Tiago Barros Pontes e Silva
concepção do projeto, coleta e organização dos dados, critérios das classificações, arquitetura da informação, redação, programação e manutenção
Professor Associado do Departamento de Design da Universidade de Brasília (UnB), onde ingressou em 2006. Coordenou os Cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Design, além de atuar em representações da administração superior, como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e a Câmara de Pesquisa e Extensão (CPP). É Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028) e foi Presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Design da Área 29 da CAPES (2024-2025). Atuou como Membro de Comissões Assessoras de Área do INEP/MEC em Design e Formação Geral. Como pesquisador do PPG Design, dedica-se às áreas de Ergonomia Cognitiva, Design de Interação, da Informação, Visualização de Dados e de Jogos com Propósito, com foco em tarefas cognitivas complexas, pensamento computacional, IA generativas, saúde, aprendizagem e ludicidade. Foi responsável pela elaboração e submissão da Proposta de Criação do Doutorado Acadêmico em Design da UnB, aprovada pela CAPES em 2024. Doutor em Arte (2014) pela UnB, na linha de Arte e Tecnologia, com pesquisa em Arte Computacional Evolutiva. Mestre em Psicologia (2006) pela UnB, com ênfase em Ergonomia Cognitiva, e Bacharel em Design nas Habilitações de Projeto de Produto (2002) e Programação Visual (2003) pela mesma universidade.
revisão dos dados dos trabalhos, dos textos, dos recursos da plataforma, da arquitetura da informação e da interface
Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde atua na graduação em Design e é Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Design. Coordena o projeto de pesquisa Desenvolvimento de material instrucional do método de coleta de dados Wayfinding Information Behavior (WIB) e o projeto de extensão Design e Comunicação para a Saúde. É líder do grupo de pesquisa Design Digital e da Informação e integra o grupo Ergonomia, Usabilidade e Desenvolvimento de Produto, ambos registrados no CNPq. Na Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI), foi Vice-Presidente (2020-2025) e é Presidente (2026-2028), e integra o corpo editorial das revistas Ergodesign HCI e InfoDesign. Como pesquisadora, dedica-se ao Design da Informação, a sistemas de wayfinding, ao Design Centrado no Ser Humano, a processos de design, à comunicação de risco, à experiência do usuário e à acessibilidade, e também ministra cursos e presta consultorias em design informacional e metodologias centradas nas pessoas. Pós-Doutora em Design pela UFPR (2018-2019), com pesquisa sobre análise de processos avaliativos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência visual, financiada pelo CNPq. Doutora em Design pela UFPR (2018), na linha de Sistemas de Informação, Mestre em Design pela mesma instituição (2014), como bolsista CAPES, e Graduada em Design Gráfico.
revisão dos dados dos trabalhos, dos textos, dos recursos da plataforma, da arquitetura da informação e da interface
Professora Adjunta do Departamento de Ciências do Consumo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Como pesquisadora, dedica-se ao design da informação, ao design editorial, ao livro, à produção gráfica, à tipografia e a experimentações gráficas. Sua experiência profissional é em Design Gráfico, com ênfase em Design Editorial de livros, catálogos e jornais, e também em criação de identidade visual, efêmeros e projetos culturais. Recebeu o Brasil Design Award e o Prêmio Clap, foi finalista do Prêmio Jabuti e recebeu o prêmio de melhor artigo da área de Design da Informação no Congresso Internacional de Design da Informação (CIDI) de 2021. Doutora em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com pesquisa sobre a prática contemporânea do design de livros a partir do conceito de materialidade probabilística. Mestre em Design pela mesma instituição, com pesquisa sobre as possibilidades semânticas na materialidade e no projeto gráfico do livro, e Graduada em Design, com pesquisa sobre o uso do papel nos livros como elemento comunicativo.
revisão dos dados dos trabalhos, dos textos, dos recursos da plataforma, da arquitetura da informação e da interface
Professora Associada do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), onde atua também no curso de Design. É Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Design da FAU-USP (2025-2026) e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028), onde foi líder do Grupo de Interesse Especial em Saúde (2024-2025). Integra o comitê executivo da European Academy of Design e o Grupo de Interesse Especial em Saúde Global da Design Research Society (DRS). Lidera o Grupo de Pesquisa Design e Inovação em Saúde (CNPq) e coordena o Laboratório de Pesquisa Design para Saúde. Foi editora gerente da InfoDesign (2022-2024) e atua como revisora de periódicos científicos internacionais e da FAPESP. Como pesquisadora, dedica-se ao design para saúde, ao design da informação, ao design centrado no humano e ao design visual. Doutora e Mestre em Design pela FAU-USP, e Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição.
O Observatório é uma ação promovida pela Sociedade
Brasileira de Design da Informação e feita como pesquisa acadêmica. Os anais são publicados pela Editora
Blucher, e cada trabalho tem o seu próprio DOI.
A equipe propõe e mantém a plataforma e responde pelas questões legais que ela envolve. Ela tem autonomia
para conduzir o trabalho e presta contas à Diretoria da Sociedade.
A base recebe correções continuamente, e cada correção entra na versão seguinte. Para propor correção de
autoria, de instituição ou de referência, ou para pedir a base completa, use a seção
Contato. A forma de citar a plataforma está em Como citar, e o
que mudou em cada versão está em Histórico de versões.
Como as classificações foram feitas
Nas seções Objetivos e métodos e Como o campo se define, cada trabalho foi classificado a partir do que ele
diz de si mesmo. Essa classificação exige interpretação. Os pesquisadores responsáveis decidiram o que
classificar. O modelo escreveu os critérios e fez a classificação duas vezes, de forma independente, e um
desempate resolveu as discordâncias. O procedimento e os critérios usados estão em
Procedimentos.