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Observatóriov2026.51do Congresso Internacional de Design da Informação

Medir e situar

IA Um modelo de IA (Claude), e não uma pessoa, leu cada trabalho e classificou se ele mede desempenho e se considera o lugar de onde fala como parte do que investiga. Os pesquisadores responsáveis decidiram o que classificar. O modelo escreveu os critérios e os aplicou. Isto significa que podem existir erros em alguns casos. O modo como a conferência foi feita está descrito em Procedimentos.

Esta seção classifica os 1.837 trabalhos em dois eixos. O primeiro eixo indica se o trabalho mede o desempenho da informação, isto é, se ela funciona para quem a usa. O segundo indica se o trabalho trata o lugar de onde fala como parte do que investiga. Os dois eixos acompanham a história do campo no Brasil. O design da informação chegou ao país com as primeiras pesquisadoras da área, que voltaram da Universidade de Reading para a UFPE, em Recife, nos anos 1980 e 1990. Elas trouxeram a pergunta sobre a eficácia da informação. Depois, o campo cresceu no Brasil: a SBDI foi criada em 2002, o CIDI acontece a cada dois anos desde 2003 e a revista começou em 2004. Com o tempo, o campo passou a considerar também o território brasileiro de que trata. A seção mostra os dois eixos nas 12 edições da base, de 2003 a 2025. Ao todo, 176 trabalhos fazem as duas coisas ao mesmo tempo.
Dos 1.837 trabalhos, 488 medem desempenho, isto é, testam compreensão, legibilidade, tempo, erro ou adequação a um critério. Os outros 1.349 não medem. No outro eixo, 654 estudam material do território, e 139 tratam o lugar como uma questão sobre o modo de produzir conhecimento. Os outros 1.044 não se situam. Os dois eixos se combinam: 176 trabalhos fazem as duas coisas, e 732 seguem outra abordagem.
Nesta seção, um trabalho situado é aquele que apresenta uma visão de mundo diferente da do Norte global, isto é, dos países ricos que dominam a produção científica. A perspectiva brasileira conta como a de um país do Sul global. O eixo tem dois níveis. No território como objeto, o trabalho estuda material do Brasil ou de outro país do Sul global, mas usa as categorias habituais do campo. No território como posição, o lugar ou a condição de quem escreve faz parte da pergunta do trabalho. Isso acontece de quatro modos: as categorias do campo não servem bem ao contexto brasileiro; a perspectiva é decolonial, isto é, crítica da herança colonial, ou do Sul global; a população excluída da produção do campo define o método; ou a questão é de justiça, de acesso ou de poder. Um trabalho sobre material de um país do Norte global, tratado como lugar particular, fica fora do eixo. É o caso de trabalhos sobre a educação em design em Portugal e sobre o mangá japonês.

As duas tradições, edição a edição

Porcentagem de trabalhos de cada um dos quatro grupos, por edição. Cada edição soma 100%. O número de trabalhos de cada edição está na tabela de dados.

0% 25% 50% 75% 100%200320052007200920112013201520172019202120232025 2003 só mede desempenho : 9 (15%) mede e se situa : 3 (5%) só se situa : 14 (23%) outra abordagem : 35 (57%) 2005 só mede desempenho : 12 (12%) mede e se situa : 6 (6%) só se situa : 23 (24%) outra abordagem : 56 (58%) 2007 só mede desempenho : 15 (13%) mede e se situa : 12 (10%) só se situa : 27 (23%) outra abordagem : 62 (53%) 2009 só mede desempenho : 18 (19%) mede e se situa : 7 (8%) só se situa : 23 (25%) outra abordagem : 45 (48%) 2011 só mede desempenho : 35 (19%) mede e se situa : 10 (5%) só se situa : 36 (19%) outra abordagem : 105 (56%) 2013 só mede desempenho : 41 (22%) mede e se situa : 19 (10%) só se situa : 55 (30%) outra abordagem : 71 (38%) 2015 só mede desempenho : 33 (19%) mede e se situa : 18 (11%) só se situa : 55 (32%) outra abordagem : 64 (38%) 2017 só mede desempenho : 26 (17%) mede e se situa : 10 (7%) só se situa : 51 (33%) outra abordagem : 66 (43%) 2019 só mede desempenho : 41 (15%) mede e se situa : 37 (14%) só se situa : 104 (38%) outra abordagem : 92 (34%) 2021 só mede desempenho : 25 (16%) mede e se situa : 11 (7%) só se situa : 66 (42%) outra abordagem : 55 (35%) 2023 só mede desempenho : 21 (13%) mede e se situa : 22 (14%) só se situa : 77 (48%) outra abordagem : 41 (25%) 2025 só mede desempenho : 36 (20%) mede e se situa : 21 (11%) só se situa : 86 (47%) outra abordagem : 40 (22%) 0% 25% 50% 75% 100%2003200720112015201920232025 2003 só mede desempenho : 9 (15%) mede e se situa : 3 (5%) só se situa : 14 (23%) outra abordagem : 35 (57%) 2005 só mede desempenho : 12 (12%) mede e se situa : 6 (6%) só se situa : 23 (24%) outra abordagem : 56 (58%) 2007 só mede desempenho : 15 (13%) mede e se situa : 12 (10%) só se situa : 27 (23%) outra abordagem : 62 (53%) 2009 só mede desempenho : 18 (19%) mede e se situa : 7 (8%) só se situa : 23 (25%) outra abordagem : 45 (48%) 2011 só mede desempenho : 35 (19%) mede e se situa : 10 (5%) só se situa : 36 (19%) outra abordagem : 105 (56%) 2013 só mede desempenho : 41 (22%) mede e se situa : 19 (10%) só se situa : 55 (30%) outra abordagem : 71 (38%) 2015 só mede desempenho : 33 (19%) mede e se situa : 18 (11%) só se situa : 55 (32%) outra abordagem : 64 (38%) 2017 só mede desempenho : 26 (17%) mede e se situa : 10 (7%) só se situa : 51 (33%) outra abordagem : 66 (43%) 2019 só mede desempenho : 41 (15%) mede e se situa : 37 (14%) só se situa : 104 (38%) outra abordagem : 92 (34%) 2021 só mede desempenho : 25 (16%) mede e se situa : 11 (7%) só se situa : 66 (42%) outra abordagem : 55 (35%) 2023 só mede desempenho : 21 (13%) mede e se situa : 22 (14%) só se situa : 77 (48%) outra abordagem : 41 (25%) 2025 só mede desempenho : 36 (20%) mede e se situa : 21 (11%) só se situa : 86 (47%) outra abordagem : 40 (22%)
só mede desempenhomede e se situasó se situaoutra abordagem
ler a análise

O gráfico mostra duas mudanças ao mesmo tempo.

Primeiro, o grupo que só se situa cresce, de 22,9% na edição de 2003 para 47% na de 2025, com quedas em 2007, 2011 e 2025. Na última edição, ele é o maior dos quatro grupos. Segundo, o grupo que não faz nenhuma das duas coisas diminui, de 57,4% para 21,8%. A maior parte da mudança acontece entre esses dois grupos.

O grupo que só mede desempenho fica entre 12,4% e 22% em todas as edições. O grupo que faz as duas coisas vai de 4,9% para 11,5%: 176 trabalhos medem desempenho e também se situam. Por isso, não se pode dizer que um tipo de pesquisa substituiu o outro. Medir se algo funciona e perguntar de onde se fala aparecem juntos no mesmo trabalho.

Cada ponto do gráfico é uma edição, e não um período escolhido pelos pesquisadores responsáveis. O CIDI acontece a cada dois anos, e cada edição tem de 61 a 274 trabalhos. Com esse número, um trabalho a mais ou a menos não muda o resultado.

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Ediçãosó mede desempenhomede e se situasó se situaoutra abordagem
20039 · 14,8%3 · 4,9%14 · 22,9%35 · 57,4%
200512 · 12,4%6 · 6,2%23 · 23,7%56 · 57,7%
200715 · 12,9%12 · 10,3%27 · 23,3%62 · 53,5%
200918 · 19,4%7 · 7,5%23 · 24,7%45 · 48,4%
201135 · 18,8%10 · 5,4%36 · 19,4%105 · 56,4%
201341 · 22%19 · 10,2%55 · 29,6%71 · 38,2%
201533 · 19,4%18 · 10,6%55 · 32,4%64 · 37,6%
201726 · 17%10 · 6,5%51 · 33,3%66 · 43,2%
201941 · 15%37 · 13,5%104 · 37,9%92 · 33,6%
202125 · 15,9%11 · 7%66 · 42,1%55 · 35%
202321 · 13%22 · 13,7%77 · 47,8%41 · 25,5%
202536 · 19,7%21 · 11,5%86 · 47%40 · 21,8%

Objeto e posição ao longo das edições

Porcentagem dos trabalhos de cada edição.

0% 19% 38% 56% 75%200320052007200920112013201520172019202120232025 2003 território como posição : 0% território como objeto : 27,9% não se situa : 72,1% 2005 território como posição : 3,1% território como objeto : 26,8% não se situa : 70,1% 2007 território como posição : 4,3% território como objeto : 29,3% não se situa : 66,4% 2009 território como posição : 3,2% território como objeto : 29% não se situa : 67,7% 2011 território como posição : 0,5% território como objeto : 24,2% não se situa : 75,3% 2013 território como posição : 4,8% território como objeto : 34,9% não se situa : 60,2% 2015 território como posição : 5,3% território como objeto : 37,6% não se situa : 57,1% 2017 território como posição : 7,2% território como objeto : 32,7% não se situa : 60,1% 2019 território como posição : 7,3% território como objeto : 44,2% não se situa : 48,5% 2021 território como posição : 12,1% território como objeto : 36,9% não se situa : 51% 2023 território como posição : 16,8% território como objeto : 44,7% não se situa : 38,5% 2025 território como posição : 17,5% território como objeto : 41% não se situa : 41,5% 0% 19% 38% 56% 75%2003200720112015201920232025 2003 território como posição : 0% território como objeto : 27,9% não se situa : 72,1% 2005 território como posição : 3,1% território como objeto : 26,8% não se situa : 70,1% 2007 território como posição : 4,3% território como objeto : 29,3% não se situa : 66,4% 2009 território como posição : 3,2% território como objeto : 29% não se situa : 67,7% 2011 território como posição : 0,5% território como objeto : 24,2% não se situa : 75,3% 2013 território como posição : 4,8% território como objeto : 34,9% não se situa : 60,2% 2015 território como posição : 5,3% território como objeto : 37,6% não se situa : 57,1% 2017 território como posição : 7,2% território como objeto : 32,7% não se situa : 60,1% 2019 território como posição : 7,3% território como objeto : 44,2% não se situa : 48,5% 2021 território como posição : 12,1% território como objeto : 36,9% não se situa : 51% 2023 território como posição : 16,8% território como objeto : 44,7% não se situa : 38,5% 2025 território como posição : 17,5% território como objeto : 41% não se situa : 41,5%
território como posiçãoterritório como objetonão se situa
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Este painel mostra por que o eixo situado tem três níveis. O território como objeto sobe de 27,9% para cerca de 40% e fica nessa faixa. São trabalhos do congresso que estudam material do Brasil com as categorias habituais do campo. O território como posição segue outro caminho. Ele começa em 0% em 2003, com 0 trabalhos, e chega a 17,5% em 2025.

Se as duas curvas fossem somadas, o crescimento da posição ficaria escondido no total. Separadas, elas mostram que, nos últimos anos, cresceu a epistemologia, isto é, a pergunta sobre como o conhecimento é produzido, e não apenas o material estudado.

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Ediçãoterritório como posiçãoterritório como objetonão se situa
2003027,972,1
20053,126,870,1
20074,329,366,4
20093,22967,7
20110,524,275,3
20134,834,960,2
20155,337,657,1
20177,232,760,1
20197,344,248,5
202112,136,951
202316,844,738,5
202517,54141,5

A medição de desempenho ficou estável

Porcentagem dos trabalhos de cada edição.

0% 8% 16% 24% 32%200320052007200920112013201520172019202120232025 2003 mede desempenho : 19,7% 2005 mede desempenho : 18,6% 2007 mede desempenho : 23,3% 2009 mede desempenho : 26,9% 2011 mede desempenho : 24,2% 2013 mede desempenho : 32,3% 2015 mede desempenho : 30% 2017 mede desempenho : 23,5% 2019 mede desempenho : 28,5% 2021 mede desempenho : 22,9% 2023 mede desempenho : 26,7% 2025 mede desempenho : 31,1% 0% 8% 16% 24% 32%2003200720112015201920232025 2003 mede desempenho : 19,7% 2005 mede desempenho : 18,6% 2007 mede desempenho : 23,3% 2009 mede desempenho : 26,9% 2011 mede desempenho : 24,2% 2013 mede desempenho : 32,3% 2015 mede desempenho : 30% 2017 mede desempenho : 23,5% 2019 mede desempenho : 28,5% 2021 mede desempenho : 22,9% 2023 mede desempenho : 26,7% 2025 mede desempenho : 31,1%
mede desempenho
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A porcentagem de trabalhos que medem desempenho varia entre 18,6% e 32,3% ao longo de 22 anos, sem subir nem descer de forma contínua. No acervo inteiro, a pesquisa que avalia desempenho reúne 27% dos trabalhos. São 488 trabalhos que medem desempenho, e 176 deles também se situam.

Por isso, os dois eixos não se opõem. Juntos, eles mostram um campo que manteve a pergunta sobre a eficácia e passou a fazer também uma pergunta nova.

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Ediçãomede desempenho
200319,7
200518,6
200723,3
200926,9
201124,2
201332,3
201530
201723,5
201928,5
202122,9
202326,7
202531,1

Os dois eixos no acervo inteiro

Clique numa barra para ver logo abaixo os trabalhos daquela categoria. Os dois eixos são independentes. Por isso, as seis barras não somam o total do acervo.

mede desempenho: 488 · clique para ver os trabalhos mede desempenho 488não mede desempenho: 1.349 · clique para ver os trabalhos não mede desempenho 1.349território como posição: 139 · clique para ver os trabalhos território como posição 139território como objeto: 654 · clique para ver os trabalhos território como objeto 654não se situa: 1.044 · clique para ver os trabalhos não se situa 1.044mede desempenho: 488 · clique para ver os trabalhos mede desempenho 488não mede desempenho: 1.349 · clique para ver os trabalhos não mede desempenho 1.349território como posição: 139 · clique para ver os trabalhos território como posição 139território como objeto: 654 · clique para ver os trabalhos território como objeto 654não se situa: 1.044 · clique para ver os trabalhos não se situa 1.044
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No acervo inteiro, 488 trabalhos medem desempenho e 793 se situam de alguma forma: 654 pelo material estudado e 139 pela posição.

Os dois filtros estão no Catálogo e podem ser combinados com edição, eixo temático, instituição ou palavra-chave. Assim é possível ver, por exemplo, quais trabalhos medem desempenho entre os que tratam o território como posição.

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EixoValorTrabalhos%
mede desempenhosim48827%
mede desempenhonão1.34973%
situadoposição1398%
situadoobjeto65436%
situadonão1.04457%

Como a classificação foi feita

Esta classificação depende de interpretação. O painel mostra como ela foi feita e conferida.

Cada um dos 1.837 trabalhos foi classificado duas vezes, de forma independente, pelo modelo de linguagem, com critérios escritos antes. As duas classificações coincidiram em 89,1% dos trabalhos no eixo do desempenho e em 88,5% nos três níveis do eixo situado. Os 316 trabalhos com resultados diferentes passaram por um desempate.

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A segunda classificação foi feita por um comitê de 4 juízes, isto é, 4 sessões do mesmo modelo, separadas entre si e da primeira classificação. Cada juiz recebeu uma parte dos trabalhos, e todos classificaram um bloco comum de 177 trabalhos. Nesse bloco, os 4 juízes deram a mesma resposta em 95,5% dos casos no desempenho e em 84,7% no eixo situado, com 6 empates. Antes de comparar os resultados, cada juiz anotou os limites entre categorias que achou difíceis de aplicar. Dessas anotações saíram as regras usadas no desempate.

Esse resultado tem um limite. Duas classificações feitas pelo mesmo modelo, com os mesmos critérios, não equivalem à concordância entre juízes independentes. Elas mostram se os critérios produzem resultados estáveis, e não se dois avaliadores diferentes chegariam à mesma resposta. O desempate foi feito com as duas classificações à vista. Por isso, as 316 linhas desempatadas resultam da aplicação das regras, e não de uma terceira classificação independente.

O comitê classificou os trabalhos das edições de 2011 em diante. Os 306 trabalhos dos anais em CD de 2005, 2007 e 2009 receberam a segunda classificação na mesma sessão da primeira. As duas não divergiram em nenhum trabalho. Neste caso, a concordância de 100% mostra só que as duas classificações ficaram próximas. Por isso, a classificação desses 306 trabalhos tem uma base mais frágil do que a das outras edições.

Os 61 trabalhos de 2003 foram classificados por duas sessões separadas do modelo, e nenhuma abriu o arquivo da outra. As duas concordaram em 100% dos casos no desempenho e em 91,8% no eixo situado. Os 5 casos de divergência foram decididos por uma terceira sessão, que releu o resumo sem saber o que cada leitura tinha dito. Como as três sessões são do mesmo modelo, a concordância mostra que os critérios produzem resultados estáveis, e não que dois avaliadores diferentes chegariam à mesma resposta.

O modelo leu o resumo, e não o texto completo. Por isso, um trabalho que só declara a sua posição na conclusão aparece aqui como não situado. 11 trabalhos não têm resumo em nenhum campo da base e foram classificados pelo título. Os critérios completos, com as treze regras de decisão e o resultado, estão em Procedimentos.