O acervo do CIDI reúne mais de duas décadas de produção com baixa presença nas
infraestruturas cientométricas. Sem indexação, o campo carece de instrumento para descrever a
própria trajetória: sua agenda temática, sua estrutura de autoria, sua geografia institucional e seu padrão
de citação permanecem acessíveis sobretudo pela memória de quem participou. Esta página apresenta as quatro
dimensões em conjunto, e cada painel leva à seção que a desenvolve. A justificativa do projeto está em
Sobre o projeto.
O que esta base cobre: 1.776 trabalhos publicados em
11 edições, de 2005 a 2025, assinados por
2.377 pesquisadores vinculados a
159 instituições. Eles declaram
3.027 descritores distintos e fazem
23.976 referências.
Todo gráfico é interativo: clique em qualquer barra, ponto, faixa, célula ou termo para abrir a
listagem do Catálogo já filtrada pelo item escolhido.
Para cruzar duas dimensões quaisquer, use Cruzamentos.
Quanto se publica
A série não é monotônica: entre a primeira e a última edição a variação foi de +89%.
O detalhe de cada edição está em Edições.
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O congresso não cresce em linha reta. O pico está em 2019, com
274 trabalhos, quase o dobro da edição seguinte. Fora esse ano, todas as edições oscilam
numa faixa estreita, entre 93 e
186 trabalhos.
O que a curva sugere é um congresso de porte estável, com capacidade de absorção definida pela
organização de cada edição, e não por demanda crescente. A variação de ponta a ponta,
+89%, mede a distância entre a primeira edição e a última, e a série entre
elas oscila sem direção. O que cresce de forma contínua é a densidade de cada trabalho, tratada em
Edições.
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Edição
Local
Trabalhos
Autorias
Pesquisadores
2º CIDI 2005
São Paulo
97
173
149
3º CIDI 2007
Curitiba
116
244
181
4º CIDI 2009
Rio de Janeiro
93
204
174
5º CIDI 2011
Florianópolis
186
413
312
6º CIDI 2013
Recife
186
432
335
7º CIDI 2015
Brasília
170
417
321
8º CIDI 2017
Natal
153
385
308
9º CIDI 2019
Belo Horizonte
274
713
520
10º CIDI 2021
Curitiba
157
434
330
11º CIDI 2023
Caruaru
161
432
342
12º CIDI 2025
São Paulo
183
508
415
Onde se publica
Autorias, e não trabalhos: um trabalho com autores de duas regiões conta nas duas.
O mapa por unidade federativa e a vantagem de sede estão em Geografia.
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Três regiões concentram 90%
das autorias: Nordeste, Sudeste e Sul. A
primeira sozinha responde por 33%.
A distribuição segue a geografia dos programas de pós-graduação em design, e não a população. Norte e
Centro-Oeste somam 7%, o que é menos do que qualquer das três
primeiras isoladamente. Em Geografia essa desigualdade aparece cruzada com a sede de cada edição, que
desloca a participação no ano em que ocorre.
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Região
Autorias
Proporção
Nordeste
942
33%
Sudeste
908
32%
Sul
718
25%
Centro-Oeste
177
6%
exterior
88
3%
Norte
11
0%
Quem publica
Quantos trabalhos cada pessoa assina. A rede de coautoria e o núcleo que a sustenta estão em
Autoria e Colaboração.
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A distribuição é fortemente assimétrica: 73% dos
2.377 pesquisadores assinam um único trabalho no período, e passam uma vez pelo congresso.
No outro extremo, Solange Galvão Coutinho assina 65, presente nas
11 edições.
É o formato esperado de um campo com núcleo pequeno e permanente e uma periferia larga e rotativa. O
que a seção de rede acrescenta é que as duas coisas se ligam: quem permanece é também quem mais conecta,
de modo que o núcleo, além de produtivo, sustenta a estrutura da rede.
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Trabalhos assinados
Pesquisadores
1
1.732
2
339
3
117
4
56
5
40
6
15
7
19
8
12
9
6
10
5
11
5
12
3
13
2
14
6
15
1
16
1
17
2
18
1
20
2
21
1
22
1
23
1
25
1
27
2
29
1
30
1
31
1
32
2
58
1
65
1
Sobre o que se publica
Os eixos são os declarados pela organização de cada edição, e mudaram de nome ao longo do tempo.
O confronto com os agrupamentos que emergem do próprio texto está em
Eixos emergentes, e o vocabulário dos autores em
Vocabulário.
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O eixo mais volumoso é Educação, com 270
trabalhos, 15% do conjunto. Os quatro primeiros reúnem
47%.
A lista não é uma taxonomia estável: alguns eixos existiram em poucas edições, e outros trocaram de
nome sem trocar de conteúdo. Por isso o volume aqui mede tanto o interesse do campo quanto a decisão
editorial de cada chamada, e a leitura bottom-up dos Eixos emergentes serve de contraprova.
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Eixo
Trabalhos
Proporção
Educação
270
15%
Sociedade
190
11%
Comunicação
187
11%
Tecnologia
181
10%
Teoria e história
144
8%
Comunicação e mídias
88
5%
História e memória gráfica
81
5%
Tecnologia e sociedade
42
2%
Sistemas de informação
40
2%
Saúde
36
2%
Visualização da informação
35
2%
Sistemas de informação e comunicação
32
2%
História e teoria do design da informação
23
1%
Educação e design da informação
22
1%
História e teoria
15
1%
Em que o campo se apoia
Sobrenome e iniciais extraídos das listas de referências, com separação heurística.
O cânone completo, os anos das obras citadas e a autorreferência do campo estão em
Referências.
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O mais citado é FARIAS, P, com 153 ocorrências em
109 trabalhos. A lista mistura autoria estrangeira clássica e autoria brasileira do
próprio congresso, e é essa segunda parte que
prepara o painel seguinte: o campo cita a si mesmo com frequência, e mesmo assim quase não é citado de
fora.
A identificação é por sobrenome e iniciais, e não pelo nome completo. Só o sobrenome não serviria num
corpus brasileiro: reunia num único nome pessoas diferentes, e punha SILVA, LIMA, OLIVEIRA, SANTOS e
SOUZA entre os mais citados da área. Com as iniciais, o maior SILVA fica em 24 citações. Ainda assim
duas pessoas com o mesmo sobrenome e a mesma inicial continuam somadas, e o mesmo autor grafado de duas
maneiras continua separado.
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Autor citado
Citações
Trabalhos que citam
FARIAS, P
153
109
TWYMAN, M
146
109
BONSIEPE, G
138
117
LUPTON, E
137
117
CARDOSO, R
133
113
NIELSEN, J
132
102
SANTAELLA, L
108
88
FRASCARA, J
104
91
NORMAN, D
99
87
SPINILLO, C
99
65
PETTERSSON, R
85
64
MORAES, A
82
72
HORN, R
60
59
PREECE, J
58
56
ARAGÃO, I
58
36
FLUSSER, V
57
51
DONDIS, D
56
56
BRINGHURST, R
54
54
BARTHES, R
51
43
MIJKSENAAR, P
50
50
PADOVANI, S
48
38
COUTINHO, S
47
42
CAIRO, A
46
35
LÉVY, P
45
34
PORTUGAL, C
45
39
O campo cita muito, e quase não é citado
48 para um. Os cinco painéis acima descrevem a produção do campo; este mede a repercussão
dessa produção fora dele.
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Os 1.776 trabalhos desta base fazem 23.976 referências
e recebem 502 citações. A citação recebida só é medida onde há registro nas
bases, o que alcança 1.284 dos 1.776 trabalhos: as quatro edições em CD não
têm DOI e por isso não entram nesta conta. Entre os medidos, apenas 20% registram ao menos uma
citação, e a mediana é zero.
A assimetria é de infraestrutura, e não de qualidade dos trabalhos. Os anais não estão indexados nas
bases de maior alcance, de modo que a produção do campo circula sem registro no sistema em que o
reconhecimento acadêmico é contabilizado, ao mesmo tempo em que incorpora a literatura internacional pela
via da citação.
As duas medidas não são comparáveis termo a termo: referência é ato da própria autoria, e citação
recebida depende de terceiros e da cobertura das bases. É essa cobertura que as aproximaria.