A distribuição territorial é desigual. PE, SP, RJ concentram
48% das autorias nacionais.
6 unidades federativas não aparecem em nenhuma edição.
Há ainda 42 autorias de instituições estrangeiras.
Autorias por unidade federativa
O cartograma é montado em grade: cada célula é uma unidade federativa, e a posição preserva a ordem oeste–leste e norte–sul do mapa.
RR–
AP–
AM9
PA2
MA102
CE87
RN88
AC–
RO–
TO–
PI1
PE528
PB75
MT–
GO4
BA11
SE8
AL42
MS5
DF168
MG50
ES70
SP414
RJ374
PR351
RS70
SC297
ler a análise
O cartograma dá a cada estado a mesma área, e por isso mede presença sem a distorção do
tamanho territorial. Assim, o resultado é um eixo Nordeste e Sudeste bem marcado, com
PE, SP, RJ somando 48%
das autorias nacionais.
6 unidades federativas não têm nenhuma autoria no período, todas
no Norte e no Centro-Oeste. Contudo, o vazio não indica ausência de design nessas regiões, e sim ausência de
programa de pós-graduação que alimente este congresso. É a mesma assimetria que a pós-graduação em design
no país apresenta.
ver os dados
UF
Região
Autorias
Trabalhos
Instituições
Pesquisadores
PE
Nordeste
528
243
13
265
SP
Sudeste
414
185
20
259
RJ
Sudeste
374
170
10
235
PR
Sul
351
157
8
169
SC
Sul
297
118
10
169
DF
Centro-Oeste
168
76
4
98
MA
Nordeste
102
38
4
68
RN
Nordeste
88
34
2
59
CE
Nordeste
87
32
6
59
PB
Nordeste
75
33
5
57
RS
Sul
70
35
11
54
ES
Sudeste
70
35
2
34
MG
Sudeste
50
27
8
35
AL
Nordeste
42
23
2
23
Portugal
exterior
17
9
6
15
BA
Nordeste
11
6
4
11
AM
Norte
9
6
4
7
SE
Nordeste
8
3
1
7
Reino Unido
exterior
6
4
4
6
MS
Centro-Oeste
5
5
1
3
GO
Centro-Oeste
4
3
1
3
Estados Unidos
exterior
3
3
3
3
Alemanha
exterior
3
3
2
2
Chile
exterior
3
3
3
3
Itália
exterior
3
2
2
3
Argentina
exterior
2
1
1
2
Canadá
exterior
2
2
2
2
PA
Norte
2
2
1
2
Suíça
exterior
2
1
1
2
México
exterior
1
1
1
1
PI
Nordeste
1
1
1
1
Concentração por unidade federativa
As mesmas autorias do cartograma, em ordem decrescente.
ler a análise
Em ordem, a queda é abrupta: da primeira para a quinta unidade federativa o volume cai de
528 para 297 autorias. Metade das unidades presentes
fica abaixo de 70.
A barra ordenada complementa o cartograma. O mapa mostra onde está o vazio; a barra mostra o tamanho
da desigualdade entre quem está presente.
ver os dados
UF
Região
Autorias
% das autorias nacionais
PE
Nordeste
528
19%
SP
Sudeste
414
15%
RJ
Sudeste
374
14%
PR
Sul
351
13%
SC
Sul
297
11%
DF
Centro-Oeste
168
6%
MA
Nordeste
102
4%
RN
Nordeste
88
3%
CE
Nordeste
87
3%
PB
Nordeste
75
3%
RS
Sul
70
3%
ES
Sudeste
70
3%
MG
Sudeste
50
2%
AL
Nordeste
42
2%
BA
Nordeste
11
0%
AM
Norte
9
0%
SE
Nordeste
8
0%
MS
Centro-Oeste
5
0%
GO
Centro-Oeste
4
0%
PA
Norte
2
0%
PI
Nordeste
1
0%
Trajetória por região
A sede de cada edição costuma puxar a participação regional; a curva ajuda a ver esse efeito.
NordesteSudesteSulCentro-OesteexteriorNorte
ler a análise
A curva em contagem acompanha o tamanho da edição: 4 das
5 regiões brasileiras têm o seu máximo em 2019, que é a maior edição da
série. A exceção é o Centro-Oeste, com o máximo em 2015, que é a edição sediada por ele.
Por isso o efeito de sede se mede em proporção, e é o que o painel seguinte faz. A consequência
metodológica é forte: comparar regiões em uma única edição mede a sede daquele ano tanto quanto mede a
presença da pesquisa. Só a série completa permite estimar peso regional real.
ver os dados
Edição
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
exterior
Norte
2º CIDI 2005
0
0
0
0
0
0
3º CIDI 2007
0
0
0
0
0
0
4º CIDI 2009
0
0
0
0
0
0
5º CIDI 2011
0
0
0
0
0
0
6º CIDI 2013
87
128
127
11
16
1
7º CIDI 2015
88
146
92
52
12
2
8º CIDI 2017
98
69
50
22
8
2
9º CIDI 2019
221
196
167
43
32
6
10º CIDI 2021
122
120
105
21
8
0
11º CIDI 2023
160
77
82
14
3
0
12º CIDI 2025
166
172
95
14
9
0
O efeito da sede
Fatia das autorias nacionais da região, comparando as edições que ela sediou com as demais. A conta repousa na afiliação institucional declarada, que 2005, 2007, 2009, 2011 não traz, e por isso vai de 2013 a 2025.
Quando sedia
Quando não sedia
Diferença
Nordeste
37.8%
32.1%
+5.7 p.p.
Sudeste
34.6%
31.8%
+2.8 p.p.
Sul
28.5%
25.4%
+3.1 p.p.
ler a análise
A itinerância do congresso não é gesto simbólico: ela redistribui participação de
fato. Sediar rende ao Nordeste 5,7 pontos percentuais a mais de autorias, ao Sul 3,1 e ao Sudeste 2,8.
A consequência metodológica é dura: comparar regiões numa única edição mede a sede daquele ano tanto
quanto mede a presença da pesquisa. Só a série completa permite estimar peso regional real, e é por isso
que o painel anterior existe.
Lido junto com a vocação temática abaixo, o efeito ganha outra camada: se cada região tem tema próprio,
a escolha da sede também desloca a composição temática daquela edição.
ver os dados
Região
Sediando
Sem sediar
Diferença
Nordeste
37.8%
32.1%
+5.7 p.p.
Sudeste
34.6%
31.8%
+2.8 p.p.
Sul
28.5%
25.4%
+3.1 p.p.
Vocação temática de cada região
São usados resíduos padronizados do qui-quadrado. O ciano indica mais trabalhos que o esperado e o rosa indica menos, com a intensidade acompanhando o tamanho do desvio; acima de 2, em módulo, ele é relevante. A conta repousa na afiliação institucional declarada, que 2005, 2007, 2009, 2011 não traz, e por isso vai de 2013 a 2025.
Comunicação
Comunicação e mídias
Educação
História e memória gráfica
Saúde
Sociedade
Tecnologia
Teoria e história
Visualização da informação
Nordeste
0.5
4.9
0.6
2.2
-2.2
-0.8
-4.2
0.3
-0.7
Sudeste
-2.4
-3.6
-0.9
1.6
-0.9
3.3
-3.0
4.2
3.1
Sul
2.1
-1.6
0.3
-4.4
3.5
-2.9
8.2
-5.1
-2.8
ler a análise
O campo não é homogêneo no território. A associação entre região e eixo é
forte e altamente significativa (qui-quadrado 269, 16 graus de liberdade),
o que quer dizer que saber a região de um trabalho já diz algo sobre o tema dele.
Cada região tem vocação própria. O Sul é o polo de Tecnologia, com o desvio mais
extremo da tabela, e também de Saúde, com déficit em Teoria e história e em memória gráfica. O
Nordeste concentra Comunicação e mídias e História e memória gráfica, e tem déficit
justamente em Tecnologia. O Sudeste puxa Teoria e história, Sociedade e Visualização da
informação.
A leitura contraria a ideia de um campo nacional uniforme que apenas se distribui pelo território:
há especialização, e ela é legível. Norte e Centro-Oeste ficaram fora do teste por terem contagem baixa
demais para sustentar resíduo.
ver os dados
Região
Comunicação
Comunicação e mídias
Educação
História e memória gráfica
Saúde
Sociedade
Tecnologia
Teoria e história
Visualização da informação
Nordeste
0.5
4.9
0.6
2.2
-2.2
-0.8
-4.2
0.3
-0.7
Sudeste
-2.4
-3.6
-0.9
1.6
-0.9
3.3
-3.0
4.2
3.1
Sul
2.1
-1.6
0.3
-4.4
3.5
-2.9
8.2
-5.1
-2.8
Participação estrangeira
Autorias vinculadas a instituições fora do Brasil.
ler a análise
São 42 autorias estrangeiras, ou
2% do conjunto, distribuídas por 10
países. É pouco para um congresso que se chama internacional.
Somado ao fato de que 95%
dos trabalhos são escritos em português, o quadro sugere que a dimensão internacional do CIDI se realiza
mais na filiação a uma agenda de pesquisa que na composição dos participantes.