Esta seção mostra de onde vêm os autores: de que unidades federativas (os 26 estados e o Distrito
Federal), de que regiões e de que países, e como isso muda de uma edição para outra. A distribuição pelo país é desigual. PE, SP, RJ reúnem
48% das autorias brasileiras.
6 unidades federativas não aparecem em nenhuma edição.
Há ainda 42 autorias de instituições estrangeiras.
Distribuição por unidade federativa
O mapa é uma grade de quadrados do mesmo tamanho. Cada quadrado é uma unidade federativa, na mesma posição que ela ocupa no mapa do Brasil, de oeste para leste e de norte para sul. Os botões trocam o que a cor e o número mostram. As quatro primeiras opções são contagens. A última divide as autorias pelo número de pesquisadores do estado e mostra quantas autorias cada pesquisador tem, em média.
RR–
AP–
AM9
PA2
MA103
CE87
RN89
AC–
RO–
TO–
PI1
PE529
PB75
MT–
GO4
BA11
SE8
AL42
MS5
DF168
MG50
ES70
SP416
RJ374
PR352
RS70
SC297
ler a análise
O mapa dá a cada estado a mesma área. Assim, um estado grande não parece mais presente só por
ser grande. O resultado mostra uma concentração nas regiões Nordeste e Sudeste:
PE, SP, RJ somam 48%
das autorias brasileiras.
6 unidades federativas não têm nenhuma autoria no período, todas
no Norte e no Centro-Oeste. Isso não significa que não exista design nessas regiões. Segundo a
Cartografia da Pesquisa em Design no Brasil, em 2024 o Norte
tinha 2 programas de pós-graduação em design e o Centro-Oeste, 1. A distribuição das autorias acompanha, em
parte, essa desigualdade.
A medida por pesquisador muda o mapa. Quando as autorias são divididas pelo número de pesquisadores, os três
primeiros passam a ser PR (2,11), ES (2,06), PE (2,01).
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UF
Região
Autorias
Trabalhos
Instituições
Pesquisadores
PE
Nordeste
529
243
13
263
SP
Sudeste
416
185
20
257
RJ
Sudeste
374
170
10
232
PR
Sul
352
157
8
167
SC
Sul
297
118
10
165
DF
Centro-Oeste
168
76
4
98
MA
Nordeste
103
38
4
68
RN
Nordeste
89
34
2
59
CE
Nordeste
87
32
6
57
PB
Nordeste
75
33
5
57
RS
Sul
70
35
11
54
ES
Sudeste
70
35
2
34
MG
Sudeste
50
27
8
35
AL
Nordeste
42
23
2
23
Portugal
exterior
17
9
6
15
BA
Nordeste
11
6
4
11
AM
Norte
9
6
4
7
SE
Nordeste
8
3
1
7
Reino Unido
exterior
6
4
4
6
MS
Centro-Oeste
5
5
1
3
GO
Centro-Oeste
4
3
1
3
Estados Unidos
exterior
3
3
3
3
Alemanha
exterior
3
3
2
2
Chile
exterior
3
3
3
3
Itália
exterior
3
2
2
3
Argentina
exterior
2
1
1
2
Canadá
exterior
2
2
2
2
PA
Norte
2
2
1
2
Suíça
exterior
2
1
1
2
México
exterior
1
1
1
1
PI
Nordeste
1
1
1
1
Concentração por unidade federativa
As mesmas autorias do mapa, da maior para a menor.
ler a análise
O número cai rápido. Da primeira para a quinta unidade federativa, ele passa de
529 para 297 autorias. Metade das unidades federativas presentes
fica abaixo de 70.
Este gráfico completa o mapa. O mapa mostra onde não há autores. O gráfico mostra a diferença de tamanho
entre os estados que têm autores.
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UF
Região
Autorias
% das autorias nacionais
PE
Nordeste
529
19%
SP
Sudeste
416
15%
RJ
Sudeste
374
14%
PR
Sul
352
13%
SC
Sul
297
11%
DF
Centro-Oeste
168
6%
MA
Nordeste
103
4%
RN
Nordeste
89
3%
CE
Nordeste
87
3%
PB
Nordeste
75
3%
RS
Sul
70
3%
ES
Sudeste
70
3%
MG
Sudeste
50
2%
AL
Nordeste
42
2%
BA
Nordeste
11
0%
AM
Norte
9
0%
SE
Nordeste
8
0%
MS
Centro-Oeste
5
0%
GO
Centro-Oeste
4
0%
PA
Norte
2
0%
PI
Nordeste
1
0%
Autorias por região em cada edição
Os valores são números de autorias. O efeito da sede sobre a participação de cada região aparece em proporção, no painel seguinte.
NordesteSudesteSulCentro-OesteexteriorNorte
ler a análise
Em números absolutos, as linhas acompanham o tamanho de cada edição. 4 das
5 regiões brasileiras têm o maior número de autorias em 2019, a maior edição da
série. A exceção é o Centro-Oeste, com o maior número em 2015, a edição que ele sediou.
Por isso, o efeito da sede precisa ser medido em proporção, e o painel seguinte faz essa conta. Isso tem
uma consequência para quem compara regiões: numa única edição, a comparação mistura o efeito da sede com o
peso da pesquisa de cada região. Só a série completa permite estimar o peso real de cada região.
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Edição
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
exterior
Norte
1º CIDI 2003
0
0
0
0
0
0
2º CIDI 2005
0
0
0
0
0
0
3º CIDI 2007
0
0
0
0
0
0
4º CIDI 2009
0
0
0
0
0
0
5º CIDI 2011
0
0
0
0
0
0
6º CIDI 2013
87
128
128
11
16
1
7º CIDI 2015
89
145
92
52
12
2
8º CIDI 2017
98
69
50
22
8
2
9º CIDI 2019
221
197
167
43
32
6
10º CIDI 2021
122
120
105
21
8
0
11º CIDI 2023
160
79
82
14
3
0
12º CIDI 2025
168
172
95
14
9
0
O efeito da sede
Parcela das autorias brasileiras que vem de cada região, nas edições que ela sediou e nas outras. Esta conta usa a instituição informada pelos autores. As edições de 2003, 2005, 2007, 2009, 2011 não informam a instituição e, por isso, a conta vai de 2013 a 2025.
Quando sedia
Quando não sedia
Diferença
Nordeste
37.7%
32.3%
+5.4 p.p.
Sudeste
34.6%
31.8%
+2.8 p.p.
Sul
28.5%
25.4%
+3.1 p.p.
ler a análise
Como o congresso muda de sede a cada edição, a participação das regiões muda de
fato. Na edição que sedia, a região tem uma parcela maior das autorias: o Nordeste tem 5,4 pontos percentuais a mais, o Sul 3,1 e o Sudeste 2,8. Ponto percentual é a
diferença entre duas porcentagens.
Isso confirma o cuidado do painel anterior: numa única edição, comparar regiões mistura o efeito da sede
com o peso da pesquisa de cada região. Por isso o painel anterior mostra a série completa.
O painel abaixo mostra que cada região tende a publicar sobre temas próprios. Se isso vale, a escolha da sede
também pode mudar os temas mais frequentes daquela edição. Esta seção não testou essa hipótese.
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Região
Sediando
Sem sediar
Diferença
Nordeste
37.7%
32.3%
+5.4 p.p.
Sudeste
34.6%
31.8%
+2.8 p.p.
Sul
28.5%
25.4%
+3.1 p.p.
Temas de cada região
Cada número compara os trabalhos de uma região num eixo temático com o número que seria esperado se todas as regiões tivessem a mesma distribuição de temas. Esse número é o resíduo padronizado do teste qui-quadrado, um teste estatístico que verifica se duas classificações estão associadas. Ciano indica mais trabalhos do que o esperado, e rosa indica menos. Quanto mais forte a cor, maior a diferença. Valores acima de 2 ou abaixo de -2 indicam uma diferença relevante. Esta conta usa a instituição informada pelos autores. As edições de 2003, 2005, 2007, 2009, 2011 não informam a instituição e, por isso, a conta vai de 2013 a 2025.
Comunicação
Comunicação e mídias
Educação
História e memória gráfica
Saúde
Sociedade
Tecnologia
Teoria e história
Visualização da informação
Nordeste
0.5
4.9
0.6
2.2
-2.2
-0.7
-4.2
0.4
-0.7
Sudeste
-2.4
-3.6
-0.8
1.7
-0.9
3.3
-3.0
4.1
3.1
Sul
2.1
-1.6
0.3
-4.5
3.5
-2.9
8.2
-5.1
-2.8
ler a análise
Os temas não se distribuem igualmente pelas regiões. O teste qui-quadrado mostra
uma associação estatisticamente significativa entre região e eixo temático, isto é, os temas em que a organização
do congresso divide os trabalhos (qui-quadrado 270, 16 graus de liberdade).
Isso significa que saber a região de um trabalho já diz algo sobre o tema dele.
Cada região tem temas próprios. O Sul concentra Tecnologia, com a maior diferença da tabela,
e também Saúde. Ele tem menos trabalhos do que o esperado em Teoria e história e em História e memória gráfica. O
Nordeste concentra Comunicação e mídias e História e memória gráfica, e tem menos trabalhos
do que o esperado justamente em Tecnologia. O Sudeste concentra Teoria e história, Sociedade e
Visualização da informação.
Esse resultado contraria a ideia de um campo igual em todo o país. Há especialização regional, e ela aparece
com clareza na tabela. Norte e Centro-Oeste ficaram fora do teste porque têm poucos trabalhos para um cálculo
confiável.
ver os dados
Região
Comunicação
Comunicação e mídias
Educação
História e memória gráfica
Saúde
Sociedade
Tecnologia
Teoria e história
Visualização da informação
Nordeste
0.5
4.9
0.6
2.2
-2.2
-0.7
-4.2
0.4
-0.7
Sudeste
-2.4
-3.6
-0.8
1.7
-0.9
3.3
-3.0
4.1
3.1
Sul
2.1
-1.6
0.3
-4.5
3.5
-2.9
8.2
-5.1
-2.8
Participação estrangeira
Autorias de pessoas ligadas a instituições fora do Brasil.
ler a análise
São 42 autorias estrangeiras, ou
1% do total, de 10
países. É uma parcela pequena para um congresso que tem "internacional" no nome.
Além disso, 95%
dos trabalhos foram escritos em português. Isto significa que, pela origem dos autores e pela língua dos textos, a
participação no CIDI é quase toda brasileira.